Entrevistas

Conheça 3 trajetórias inspiradoras de mulheres no empreendedorismo

Revista Glamour | Imagem: Pinterest

O dia internacional da mulher acontece em 8 de março e aqui no Blog da Printi, para marcar a data, contamos histórias de mulheres no empreendedorismo. Para isso, abrimos uma caixinha de perguntas nos stories do Instagram, em busca de conhecer as trajetórias de algumas clientes nesse mercado. Vem com a gente descobrir o resultado dessa interação!

O papel da mulher na sociedade

Empreendedoras, mão na massa! | Imagem: Printi

Já imaginou um mundo em que a vida profissional das mulheres dependa da autorização dos homens? Em um passado não tão distante, esse cenário era uma realidade. A submissão e a dependência da mulher chegavam a ser previstas por lei, como no código civil de 1916, que estabelecia a tutela da mulher ao seu marido. Isso significa que uma mulher não poderia, entre muitas coisas, exercer qualquer profissão sem a aprovação do cônjuge.

Foi só em 1988, com a nova constituição federal, que as mulheres foram reconhecidas totalmente iguais aos homens perante a lei. Desde lá, as leis trabalhistas já sofreram inúmeras alterações para tentar acompanhar o avanço social. 

Apesar das conquistas que alcançamos, até hoje a luta feminina se faz necessária para que todas as mulheres sejam tratadas de maneira igualitária e respeitosa na sociedade. O mês de março traz uma data que representa um símbolo na busca por igualdade de gênero. Por isso, preparamos conteúdos especiais no nosso Blog para apoiar essa causa e incentivar as mulheres a, cada vez mais, ocuparem os lugares que desejam estar. 

Clientes inspiradoras

Hoje, você vai conhecer as histórias de três clientes inspiradoras da Printi, que enfrentam sozinhas as dificuldades do mercado, são donas do próprio negócio e ocupam seus lugares no universo de mulheres no empreendedorismo.

Karine Rodrigues, Scrapilicious

Karine Rodrigues | Imagem: Acervo Pessoal

A carioca Karine Rodrigues (45), é a dona da Shop Scrapilicious, uma loja virtual de materiais de scrapbooks, planners e papelaria. Morando em Recife há 20 anos, começou a empreender desde a faculdade, onde vendia bijuterias para complementar a renda: “É algo que sempre esteve dentro de mim. Mesmo estudando coisas diferentes, eu enxergava como um investimento”

A paixão por scrapbooks, porém, surgiu durante um intercâmbio nos Estados Unidos, em 2004, onde descobriu essa arte, que mistura fotos e papéis. A partir daí, começou a buscar cursos, para aprender as técnicas de recorte e colagens e investir no segmento.

Três anos mais tarde, voltou para Recife e procurou pessoas que também se interessavam por scrapbooks. Ela conta que chegou a participar de encontros mensais para praticar e compartilhar esse hobby. Foi quando percebeu uma oportunidade. No Brasil, existiam pouquíssimas lojas que trabalhavam com esses materiais. Por isso, ela importava produtos para uso pessoal e também vendia aos colegas: “Tinha uma única loja em Recife e era muito cara. Como eu conhecia as lojas dos EUA, toda vez que importava um material, as pessoas pediam para vender até o meu”. Nascia o sonho da Scrapilicious.

Caderno da Scraplicious | Imagem: Reprodução/ Instagram

Formada em eventos, precisou transformar a renda extra em principal, após a empresa em que trabalhava como CLT falir. Investiu toda a rescisão contratual na marca, construindo uma identidade visual e aprimorando o site: “Eu tinha cinco meses para fazer o site dar certo, vivia sozinha em Recife e era o período do meu seguro desemprego”. Procurou ajuda no Sebrae para profissionalizar o negócio e, além da consultoria, fez parte da primeira turma do curso de e-commerce no Brasil, que reuniu 60 empreendedores de Recife. 

Como vai o negócio?

Hoje, com um espaço físico que funciona como estoque e showroom da loja, Karine conta que se sente realizada profissionalmente. É responsável por todo o gerenciamento da Scrapilicious e também pela produção de conteúdo nas redes sociais. Encara as mudanças tecnológicas como um desafio e busca sempre se reinventar e aprender sobre as tendências da internet.

Pelas redes sociais, inclusive, a Karine conheceu a Printi. Depois de algumas indicações, ela passou a encomendar adesivos, cartões e embalagens e até hoje continua com essa parceria. 

Para as mulheres que pensam em seguir na área, ela deixa algumas dicas: “Se informe, se atualize e esteja perto de outras empreendedoras. Não nos vemos como concorrentes, mas nos ajudamos. É importante fazer parte de uma comunidade e se fortalecer. Se você faz o que ama, vai dar certo!”

Paola Yuu, Papoulas Douradas

Paola Yuu | Imagem: Acervo pessoal

A ilustradora Paola Yuu (24) mora em São Paulo e é dona da Papoulas Douradas, uma loja com diversos produtos ilustrados por ela. Formada em design, teve o primeiro contato com os desenhos no ensino médio, quando começou a estudar para a prova específica do vestibular. Desde lá, passou a postar as ilustrações em redes sociais e receber pedidos de camisetas estampadas com essas artes: “Eu fui percebendo que dava para ganhar dinheiro com isso e comecei a fazer cada vez mais”

Artista de múltiplos talentos

Além de ilustradora, Paola também é tatuadora. Ela conta que quando começou a graduação achava que trabalharia formalmente com design e até chegou a fazer estágios na área, mas se sentia mais feliz trabalhando com os desenhos autorais: “Eu já tinha tentado dois empregos diferentes na área e não me apaixonei. Depois disso comecei a ganhar mais dinheiro com as tatuagens”. 

Quando a arte se tornou sua principal fonte de renda, saiu do emprego e se dedicou totalmente à ela. Com a pandemia, parou de tatuar e investiu todo o tempo nos produtos da loja. Abriu a microempresa e, desde então, profissionalizou o negócio.

Ilustração Papoulas Douradas | Imagem: Reprodução/ Instagram

Foi durante o emprego no escritório de design que Paola conheceu a Printi: “Toda a parte de impressão era feita com a Printi, por ser online era mais fácil e dava certo. Quando saí de lá, comecei a fazer testes para a loja também. Encomendava poucas unidades, que é uma possibilidade que a Printi oferece e eu acho bem legal”.

Hoje, a Papoulas Douradas oferece principalmente produtos de papelaria com estampas próprias e Paola busca sempre trazer cores e diversão nas artes.  Para ela, a maior dificuldade de empreender tem sido gerenciar todas as áreas da loja e pretende se aprofundar mais em administração. Com base na sua trajetória, incentiva as mulheres que buscam se tornar empreendedoras e aconselha: “Faça pequenos testes com o público, descubra o que eles gostam e invista nos seus produtos”.  

Beatriz Fernandes, Lavir

Beatriz Fernandes | Imagem: Reprodução/ Instagram @lavir

Beatriz Fernandes (21) ou Bia, como prefere ser chamada, é recifense e dona da marca de acessórios Lavir. Buscou no empreendedorismo uma forma de pagar a sonhada faculdade de psicologia e acabou se encontrando na área. A princípio, ela conta que não sabia como gerenciar um negócio e passou a pesquisar conteúdos sobre administração, marketing e empreendedorismo em si. 

Foi o momento em que a Lavir deixou de ser um “Plano B” e se mostrou fundamental na vida da Bia, que hoje se considera oficialmente uma empreendedora: “Eu passei por um processo muito interno de autoconhecimento e tudo fez mais sentido, eu descobri o grande significado que a Lavir tem pra mim”.

No começo do projeto, Bia ficou em dúvida sobre qual segmento investir, mas se deu conta da importância que os acessórios têm na sua vida pessoal. Durante a adolescência, enfrentou transtornos alimentares e, logo após esse período, os acessórios foram usados por ela como uma forma de demonstrar a coragem que tem e um meio de expressar sua personalidade. 

Acessório Lavir | Imagem: Reprodução/ Instagram

Os objetivos da Lavir estão muito relacionados aos valores dessa trajetória. Bia almeja mais do que simples vendas, mas o empoderamento de mulheres por meio de acessórios. Ela busca que a Lavir seja um lugar de acolhimento e que potencialize a força e a confiança das consumidoras: “Eu lembrei da minha adolescência e entendi o meu propósito, como eu poderia ajudar as pessoas com a minha marca”.

Buscando dicas com outras empreendedoras, Bia conheceu a Printi, gostou dos produtos e, empolgada, disse que já encomendou os materiais da nova campanha da loja, mas pediu para não darmos spoilers sobre eles. Dentro de 5 anos, ela sonha com uma marca consolidada: “Eu quero que daqui pra lá a Lavir tenha crescido ao ponto de eu ter levado o propósito dela e que eu possa contratar outras mulheres. Se for para levar empoderamento, quero ao meu lado pessoas que abracem a mesma bandeira que eu”

Em paralelo a isso, busca se formar em psicologia e se especializar em transtornos alimentares, para ajudar quem esteja vivendo o que ela também enfrentou.

Planos para o futuro

Cheia de planos e com mais conhecimento do que antes, Bia encoraja outras mulheres a buscarem seus sonhos. Além disso, deixa um convite de união: “Nós recebemos, o tempo todo, estímulos de comparação e concorrência em todas as áreas da nossa vida. Quando nos acolhemos é sempre uma revolução. Ouçam e ajudem outras mulheres, vamos crescer juntas”.

Juntas | Imagem: iStock

Com essas histórias, buscamos inspirar todas as mulheres a insistirem em seguir o caminho que sonham. Somos fortes e muitos passos ainda precisam ser dados na luta pela igualdade de gênero. E aí, vamos juntas?

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Isabela Gomes

Jornalista inquieta, apaixonada por histórias, fã de Sherlock Holmes e, nas horas vagas, escreve umas crônicas sobre os detalhes da vida.
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