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Afrofuturismo: Tecnologia, ficção e ancestralidade [Curadoria de projetos de Design] #3


Unindo elementos de ficção científica, distopias, ancestralidade e fantasia, o afrofuturismo é um movimento amplo que envolve música, literatura, artes plásticas, cinema e design. O termo foi cunhado pela primeira vez nos anos 90, mas encontra seus primeiros representantes nos anos 60: o músico Sun Rá e Octavia Butler, primeira escritora negra a ganhar notoriedade na ficção científica.

No terceiro post da nossa Curadoria de projetos de Design, você vai saber um pouco sobre o gênero que pretende centralizar as pessoas negras. É um tema extremamente relevante visto que, historicamente, elas foram invisibilizadas na arte, na construção de narrativas diversas que projetam um futuro sem se desligar das raízes ancestrais da África pré-diaspórica.

Afrofuturismo na arte

Para as artes, o tema é um prato cheio. Afinal, a liberdade de aplicação de elementos estéticos que caracterizam o futuro se une à infinidade de símbolos da mitologia africana, criando um movimento cheio de cores, formas geométricas, texturas e significados.

A influência do afrofuturismo está cada vez mais presente nas artes: no livro O caçador cibernético da rua 13, de Fábio Kabral; no clipe da música Meu ritmo, do rapper Rincon Sapiência; ou no filme ganhador do Oscar Pantera Negra. Mas e no design?

Imagem: Reprodução

Design afrofuturista

Todas as áreas do design têm muito a ganhar com o afrofuturismo. Assim como na arte, a estética do movimento acrescenta ao design um amplo leque de possibilidades que traz ainda mais força e representatividade aos projetos. A produção do figurino de Pantera Negra, inclusive, já deixa isso evidente, o trabalho de Ruth E. Carter foi um sucesso de crítica e venceu o Oscar de melhor figurino de 2019.

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Ainda no fashion design, a marca AphiaSakyi, de Gana, produz acessórios que representam muito bem o gênero. Para os gráficos, é possível encontrar diversas referências numa rápida procura sobre o tema. O fotógrafo queniano Osborne Macharia faz um trabalho incrível com sua arte digital, seu trabalho “se concentra em temas do afrofuturismo em cultura,
identidade e narrativas ficcionais” e trouxe a ele o título de “mestre na criação de universos negros alternativos”.

Imagem: Reprodução/Behance Osborne

A colagem (seja digital ou analógica) é um caminho bastante percorrido para a criação de um design afrofuturista e que traz sempre resultados diversos e inspiradores. Eles permitem a criação de cartazes, adesivos imãs e diversos outros materiais. Nesse campo, alguns projetos muito interessantes podem ser vistos nos perfis no Instagram de Fernando Xavier, Thais Silva e Jeff Manning.

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Julia Viana

Editora do Blog da Printi, uma jornalista que encarou um novo papel para falar de mundo gráfico e inovação - sem nunca deixar a criatividade e os assuntos mais comentados do momento de lado.
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