Mudança de carreira: mulheres em Tecnologia

Conheça o universo de Tech | Imagem: iStock

Você conhece alguém que mudou de carreira? A pauta do dia é sobre mulheres que seguiram outro caminho e ingressaram na área de tecnologia, um segmento predominantemente masculino.

Para elevar o poder da figura feminina nesse espaço, partimos do ponto de vista de cinco mulheres que contaram sobre as questões mais recorrentes do assunto. Em comum, todas passaram por uma mudança de carreira. Afinal, Tech abrange inúmeras subdivisões que comportam variados perfis e suas afinidades.

Conhecendo a área de tecnologia

Fique por dentro da tecnologia | Imagem: iStock

A atuação em Tecnologia refere-se à capacidade de operar desenvolvimentos de sites, softwares, aplicativos, programas, eletrônicos e afins.

Além disso, a área vem mostrando cada vez mais que serve como base para a evolução humana. Isso significa que boa parte das constantes mudanças na sociedade são reflexos da influência proporcionada pela aplicação de muito conhecimento – nos bastidores de cada criação e manutenção derivadas de tech.

Como ingressar em Tech?

Escolha tech | Imagem: iStock

“Simpatia e genuína vontade de aprender movem montanhas”.

– Mariana Esposito

Agora que você já conhece um pouquinho do mundo da tecnologia – e achou tão incrível quanto nós – é normal se questionar sobre como funciona a entrada na área, levando também em consideração o porquê de se deslocar. Para entender, pedimos ajuda para Printers que trabalham na nossa Tecnologia.

A Amália de Oliveira é formada em Design gráfico, mas optou por mudar de carreira após reconhecer sua verdadeira afinidade. “Me interesso muito por gestão ágil, e em Tech eu teria a oportunidade de atuar e me desenvolver nas metodologias“, explica.

A escolha exigiu alguns pré-requisitos. “Muito estudo, entender a rotina de um time que funciona em squads, conhecer melhor as metodologias utilizáveis e, consequentemente, qual seria o meu papel no time”, conta.

O segmento não exige uma formação especializada, mas admite o valor de certificados na construção de um bom profissional. “Uma coisa que em times de Tech em geral é reconhecida, porém não é um fator determinante, são as certificações. No momento possuo apenas uma na Metodologia Scrum“, admite.

Já a Printer Bianca Valentim, formada em Engenharia elétrica, partiu do pressuposto de maiores oportunidades para evoluir no mercado de trabalho. “Precisei estudar linguagem de programação e ferramentas, mas o resto aprendi no trabalho, na prática. Fora as aprendizagens, é importante ter pensamento lógico e boa memória“, destaca.

Machismo na área

Confie no seu potencial | Imagem: iStock

A Cecília Aguiar, Printer formada em Psicologia, entrou em Tech após deixar o setor de recrutamento e seleção da antiga empresa em que trabalhava, mas as exigências foram claras. “Fui orientada a mentir sobre a minha formação no início, para não perder a moral com o time. Era um ambiente bem machista na época”, relembra.

A profissional ainda expressa a persistente dificuldade da aceitação da figura feminina na área. “É um ambiente predominantemente masculino. Quando uma mulher entra na onda é meio estranho, eu sentia isso”, conta. Mas admite que hoje, na Printi, percebe um ambiente mais leve e gosta muito mais do que faz.

Bianca também já foi vítima do machismo no ambiente de trabalho. “Já percebi comportamentos defensivos quando questionei decisões ou corrigi problemas, como se eu estivesse ofendendo por ser mulher“, lamenta.

Outro ponto de vista é o da Mariana Esposito – a Nana -, com formação acadêmica em Jornalismo. Ela também percebe um tratamento diferenciado por parte de alguns homens da área, mas não leva para o pessoal. “Tem homem que te trata diferente, mas ao meu ver, nunca algo que me diminuiu. Você tem que ser confiante, batalhar pelo seu espaço, mostrar seu valor e conhecimento, respeitar e exigir respeito, como qualquer outra área”, fala determinada.

Tecnologia na Printi

A Printi reivindica respeito para além de qualquer nível hierárquico, gênero ou qualquer outra característica. A empresa conta com 28% de mulheres no time de Tech. A ideia é aumentar esse número cada vez mais.

Uma das mulheres que representam esse número é a Talita Siqueira, formada em Engenharia de Controle e Automação e MBA em Tecnologia de Software, que tratou o processo de forma extremamente confiante. “Foi uma mudança profissional muito positiva”, diz.

“Compreendemos que trabalhamos com pessoas e para pessoas, por isso consideramos essencial um tratamento igualitário“, completa.

Mulheres, façam parte desse universo

Faça parte da porcentagem de mulheres em tecnologia | Imagem: iStock

“Desafios fazem a gente crescer”.

– Talita Siqueira

“Como mulheres, sabemos que temos desafios em diversos âmbitos sociais, mas, embora os números ainda apontem um grande desequilíbrio no quesito trabalho, estamos conquistando nosso lugar“, reforça Talita.

“Na tecnologia você vai brilhar muito rápido e ser valorizada, mas algumas vezes é difícil defender sua posição. Então sejam fortes, mas não engulam desaforo ou assédio”.

– Bianca Gonçalves

“Pesquise um pouco sobre as diversas áreas e papéis em tech, veja o que tem a sua cara, estude e participe de comunidades e encontros. Confie no seu potencial e não tenha medo! Quem se esforça, se sobressai e logo encontra ótimas oportunidades”.

– Mariana Esposito

“Tenha coragem! Escolha empresas legais que abracem a sua causa”. 

– Cecília Aguiar

“Eu sou apenas um exemplo de mulher que conseguiu migrar de área, dentro da Printi existem outros, e fora de Printi muitos outros. Com isso mostra que não existe obstáculo que não possa ser superado, todas são capazes e todas podem trabalhar com o que quiser”.

– Talita Siqueira

“Não tenham receio, é uma área com possibilidades enormes, e vocês são perfeitas para isso”.

– Amália Oliveira

Por isso, se você se identificou com Tech, corra para alcançar seu sonho e jamais se intimide! Nossas mulheres deixaram mensagens muito honestas para você se encorajar a buscar o seu melhor. Vale levar isso para a vida!

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Maryene Oliveira

Apaixonada pelo mundo da comunicação, uma futura radialista movida por dança, literatura, desafios e ideias mirabolantes.
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