Ideias para negócios

Mulheres empreendedoras: a representatividade da marca AhNima

Sobre empreendedorismo feminino | Imagem: Acervo pessoal

Você já imaginou as dificuldades que as mulheres enfrentam na luta por um lugar no universo do empreendedorismo? Sim, isso é real e um bloqueio para muitas aspirantes. No entanto, se tem algo capaz de minimizar todos esses problemas, chama-se superação. Como é o caso da AhNima, uma marca composta pela Fabi Oliveira, Fabia Correa e Isa Lima. Três mulheres pretas, de origem periférica empreendendo em conjunto de forma colaborativa com base na ética de aquilombamento. Juntas, elas unem forças e atuam enquanto rede, intensificando ações nesse momento de crise do país. Mas, essa rede se estende a muitas outras mulheres que são fundamentais para a construção dessa história e sobrevivência. Vem conhecer um pouco mais sobre esse trabalho incrível e se inspirar nessas guerreiras!

Mulheres que apoiam mulheres

Proprietárias AhNima | Imagem: Acervo pessoal

A ideia de produzir e comercializar produtos surgiu no ano de 2014. “Tudo começa pela necessidade de sobrevivência mesmo, mas o estímulo nunca foi a grana pela grana. O desafio era: ‘como sobreviver nesse sistema machista e racista de forma autônoma?’ Aí surgiu a decisão de começar a empreender”, afirma Fabi.

Já como donas do próprio negócio, a jornada trouxe muitos ensinamentos que persistem até hoje. “O principal desafio é o fato de termos recursos muito restritos. Isso impede nosso avanço e a conquista de outro patamar, que nos retire de uma situação de vulnerabilidade financeira. Isso faz com que tenhamos de exercer mil e uma tarefas em um curto espaço de tempo, nos deixando reféns de uma rotina, muitas vezes, exaustiva. Porém aprendemos a importância do fazer juntas, de buscar apoio e parcerias com outras mulheres. Juntas somos, sim, mais fortes”, XYZ. “Apoiar outras mulheres se tornou um mantra entre nós. É isso que nos fortalece no dia a dia, a prática da sororidade e da solidariedade“, destaca.

Propósitos: mutualidade

Ecobag “Nunca foi sorte. Sempre foi Oxum” | Imagem: Acervo pessoal

A evolução está na busca pelo novo, no ato revolucionário de se posicionar e mostrar que juntas somos mais fortes. “Nossa experiência nos traz a certeza de que as estruturas podem se mover quando nós mulheres, sobretudo nós mulheres pretas, nos mexemos buscando apoio mútuo e diálogo constante. Temos um compromisso com a autoestima e o bem viver de nossas irmãs pretas, principalmente. Queremos alcançar mais mulheres, levar sementes de representatividade, empoderamento e afeto, através de imagens positivas estampadas em nossos produtos“, conta.

De fato, nada como a mutualidade para um negócio bem sucedido. “Temos como base a prática e os princípios da economia solidária e do feminismo. Como já mencionado, exercemos de forma afetiva um trabalho de fortalecimento, empoderamento e ajuda mútua entre mulheres”, declara a empreendedora.

Voz, poder e criatividade

Ecobag “Machista calado é um poeta” | Imagem: Acervo pessoal

Embora o empreendedorismo feminino tenha se tornado um tema mais abordado do que nunca, o caminho rumo a igualdade ainda é longo. “Ser mulher preta e empreender no Brasil nos coloca em um estado de guerrilha permanente contra o sistema. É uma verdadeira luta! Mas é nesse campo de batalha que abrimos espaço para nossa voz, poder e criatividade aparecer”, diz, convicta.

Mesmo no meio do caos, a Fabi, a Fabia e a Isa se tornaram a própria luz no fim do túnel e hoje contam com um catálogo empoderadíssimo. “Os produtos que mais vendemos são ecobags e camisetas com temas feministas ou personagens importantes pro nosso fortalecimento como mulher. Todos os produtos são produzidos por nós três ou com colaboradoras que trazemos para atuar em parceria. Inclusive, conheci a Printi através da internet em 2015 e sempre uso os serviços de impressão gráfica como cartões de visita, banner e adesivos“, conclui.

Camiseta Girassol | Imagem: Acervo pessoal

À você, mulher…

“É necessário coragem. Acreditamos que ninguém entende melhor de empreender do que uma mulher. Então, acredite no seu potencial, seja corajosa e busque força no exemplo de outras mulheres, será preciso. Dizer que é fácil seguir sozinha e que é só alegria é uma mentira. Os desafios são gigantes e ter uma rede de apoio torna tudo mais leve e prazeroso. Busque trocar experiências e aprender com outras mulheres sempre.”

Fabi Oliveira

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Maryene Oliveira

Apaixonada pelo mundo da comunicação, uma futura radialista movida por dança, literatura, desafios e ideias mirabolantes.
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