Softwares: a favor ou contra o design gráfico?

Os contínuos avanços tecnológicos tem proporcionado ao design gráfico uma enorme facilidade no desenvolvimento de peças publicitárias até projetos maiores, através do uso de softwares gráficos; da utilização de um vasto conteúdo referencial, que a internet oferece (entre outros), e, principalmente, da dedicação e criatividade dos designers. Muitas pessoas tem se interessado por design ou até mesmo os que almejam essa profissão tem vislumbrado um ideal de design gráfico que basicamente manuseia bem os softwares e que busca aplicar criatividade em seus trabalhos; porém não é o vasto conhecimento dos softwares que pode te tornar um bom designer gráfico, e para dar asas a sua criatividade é preciso ir além do que a internet oferece e você já descobrirá o porquê.

Softwares: a favor ou contra o design gráfico?

É comum pessoas que não são do ramo gráfico questionarem o que é o design e como se dá o seu trabalho e etc, os designers sabem bem disso, mas a ideia que elas consideram é: “Designer é alguém que mexe no photoshop e que talvez saiba desenhar”.

Esse tipo de frase, embora clichê e com pouco conhecimento sobre o assunto revela uma postura real. Uma postura que as vezes é inconsciente, mas que tem crescido e tem gerado muita discussão entre os designers, que é a ideia de que design é fazer algo legal e bonito utilizando algum software, seja ele Illustrator, Photoshop, CorelDraw e etc. Com esse comportamento, muitos designers tem se tornado dependentes dos programas e tem buscado muito pouco da essência da curiosidade, experimentalidade, criatividade e por fim funcionalidade que um bom e completo processo criativo deve possuir, para que assim ele seja inovador e o designer adquira ainda mais experiência e destaque no mercado (saiba mais em História do Design Gráfico). No início do design não havia softwares gráficos e muito menos internet nos processos de criação. Na verdade naquele momento não existia ainda nem o termo “design gráfico”. O design era diretamente ligado aos movimentos artísticos e ao início da publicidade da época, e o material mais comum era o cartaz.

Esses cartazes eram feitos à mão por artistas, como: Toulose-Lautrec, Jules Cherret, Alphonse Mucha, entre outros. As artes eram figurativas, com ilustrações, técnicas de pintura, giz pastel seco, nanquim e etc. As técnicas e as ferramentas que eram utilizadas foram evoluindo ao longo do tempo, porém o legado delas é essencial para uma boa execução de um projeto gráfico ainda nos dias de hoje.

Técnicas e ferramentas do design pré softwares

Em cursos de design gráfico, estuda-se conceitos que se desenvolvem intelecto e manualmente e que computador algum pode substituir e desenvolvê-los sem que você saiba como aplicar esses estudos e regras que são fundamentais no design, como: proporcionalidade, equilíbrio, gestalt do objeto, desenho de observação, processos gráficos e etc. Dessa maneira, é possível compreender que por mais que a tecnologia avance a favor dos eletrônicos as técnicas manuais continuam sendo indispensáveis para um design de qualidade, além de proporcionarem experiências inovadoras e libertárias, que são capazes de trazer soluções inteligentes, diferentes, criativas e funcionais para os projetos. De modo que, quando o designer for inserir o que já foi desenvolvido nos softwares para o aprimoramento e finalização de sua arte para a impressão, o projeto estará mais sofisticado, com um valor agregado maior e o designer com mais experiência em técnicas, criatividade e habilidades.

A influência dos softwares no design gráfico

Assim, conclui-se que os softwares gráficos não formam e nem capacitam pessoas para serem designers. Eles são apenas ferramentas, que quando bem utilizadas no sentido de que a pessoa tenha de fato um conhecimento de design gráfico como um todo, em suas técnicas, conteúdos, entre outros, fazem sim a diferença. Os softwares devem continuar sendo utilizados, pois eles revolucionaram o processo gráfico a fim de facilitar e não de prejudicar, lembrando que o software foi criado para você e não você para o software. Portanto, é sempre importante no desenvolvimento de um projeto, principalmente no seu início, desapegar um pouco do computador e ir pra rua, ter experiências culturais e posteriormente manuais, que irão transformar o seu design em algo realmente inovador.