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Tudo em excesso faz mal… Até aprender!

Você já deve ter escutado por aí que “tudo em excesso faz mal“. A frase repetida tantas vezes nos mais diversos contextos significa que o exagero pode trazer problemas – seja quando falamos do consumo exacerbado de álcool, de sal ou de exercícios físicos intensos. Mas o exagero pode ser prejudicial quando falamos sobre aprender?

Aprender está muito acessível

Hoje em dia absorvemos muitas informações que chegam até nós das mais variadas fontes. A internet tornou muito simples o acesso a cursos e tutoriais que há duas décadas não teríamos. É claro que esse é um fator positivo, a acessibilidade traz inúmeros benefícios para a sociedade. Contudo, isso pode se tornar um problema. Ou seja, a resposta para a pergunta acima é: em alguns casos, até aprender em excesso pode ser prejudicial.

 

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Aprender muito pode ser um problema

Pare para pensar: o aprendizado constante nos deixa mais felizes, produtivos ou mais bem sucedidos? Nem sempre. Isso porque hoje o fato de saber coisas se tornou um esporte dos mais competitivos. Quando sentimos a necessidade de aprender algo novo para desempenhar melhor uma função no trabalho, por exemplo, é ótimo que procuremos aprender. O problema é quando fazemos isso para provar que somos melhores que o colega que senta ao lado na bancada.

 

O cérebro é capaz de processar as informações recebidas, fazer análises com base em uma vida inteira de experiências e apresentá-las para nós em menos de um segundo. Nem os melhores computadores são capazes de simular o processamento do cérebro humano. A questão é: queremos mesmo “gastar” toda essa potência apenas para provar algo a alguém?

Além disso, aprender coisas novas pode ser uma forma disfarçada de procrastinação. Afinal, para empurrar tarefas que não estamos com tanta vontade de fazer, vale até colocar um novo curso no meio do caminho – quem seria capaz de se zangar com alguém que pausou um projeto para aprender mais?

 

Sensação de dever cumprido #fail

Você pode até ignorar tudo isso e dizer que é um amante das línguas, um apaixonado pela ciência, um viciado em conhecimento. Porém, após cada novo curso feito pelos motivos errados, tudo que você sentirá será uma sensação de esgotamento. Provavelmente guardará aquilo num canto esquecido do cérebro e seguirá procurando a próxima fonte do saber.

 

Então aqui vão alguns lembretes para que você pense duas vezes antes de mergulhar em uma nova aula:

 

  • Adquirir conhecimento não é a mesma coisa que aprender de fato -> Se você entra numa nova empresa e tem desafios pela frente, sua bagagem vai te ajudar a enfrentar o que estiver por vir. Porém, não será num livro que você aprenderá a se relacionar com um novo time para que a engrenagem da nova empresa funcione.

 

 

  • O aprendizado forçado pode acabar com a sua criatividade -> Nossa vontade de aprender é inata. Nenhum bebê aprende a falar na escola, mas o aprendizado acontece de maneira natural porque é um processo prazeroso. No momento em que somos forçados a saber coisas novas, aquilo se torna chato para muita gente e acaba sendo um obstáculo ao aprendizado. Em vez de absorver novidades, isso pode levar à frustração.

 

  • Muita informação atrapalha -> Quando alguém vai à academia treinar, recebe na esteira diversas informações: velocidade da corrida, batimentos cardíacos, distância percorrida, calorias gastas e etc. De acordo com uma pesquisa realizada pela Oxford Academic, esse excesso de informações fazem com que a corridinha matinal pareça trabalho – o que atrapalha o exercício.

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Julia Viana

Editora do Blog da Printi, uma jornalista que encarou um novo papel para falar de mundo gráfico e inovação - sem nunca deixar a criatividade e os assuntos mais comentados do momento de lado.
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