Ideias para negócios

Passo a passo para criar uma marca de sucesso [Começando meu negócio do zero] #1

Se você está pensando em empreender mas não sabe por onde começar, a Printi te ajuda. Hoje tem início a série “Começando meu negócio do zero”, que pretende contar durante o mês de outubro – o famoso mês do empreendedor – como fazer para tirar seu sonho do papel com um passo a passo para criar uma marca de sucesso.

Começando meu negócio do zero | Imagem: Printi

Não se preocupe! Nossa série mostra o principal durante as próximas semanas, mas continua desdobrando o tema na sequência para que você tenha cada vez mais ferramentas para empreender. Afinal, a Printi existe para descomplicar sua vida e seu negócio. 😉

Nossa Gerente de Branding e Comunicação, Ellen Pretel, tirou algumas dúvidas para o início do seu negócio. Baseada na metodologia Ana Couto, ela deu dicas sobre o processo de criação da marca: passo número 1 para começar.

Passo a passo para criar uma marca de sucesso

O início é uma fase muito importante para o empreendedor | Imagem: iStock

Pontapé inicial

De acordo com Ellen, marcas são como pessoas e precisam ter uma razão para existir. “Quando a gente nasce, temos um código genético que vai ajudar a definir traços da nossa personalidade, características, como vamos nos portar perante o mundo. Quando vamos falar de marca, podemos fazer essa analogia. Vale a gente pensar na marca como uma pessoa que está nascendo para o mundo. Como eu quero que essa marca se apresente para o mundo e principalmente que tipo de valor, que tipo de propósito essa marca vai exercer no mundo”, começa.

“Com isso em mente, começamos um processo de entender, antes de mais nada, sobre o produto ou serviço que estamos oferecendo. Por que meu produto é diferente do que já existe no mercado? O que trago de novidade?
É importante a gente ter consciência de qual é nosso diferencial enquanto marca”, explica a Gerente de Branding e Comunicação da Printi.

É preciso pesquisar o mercado e entender seu produto ou serviço | Imagem: iStock

Público-alvo e concorrência

A recomendação de Ellen é que na sequência o empreendedor entre no universo de pesquisa para entender o público-alvo. “Quem é nosso cliente em potencial? Quem é o principal, majoritário, mesmo que eu tenha um segundo ou terceiro público-alvo?”, questiona.

Aprender a partir do que já foi feito também é importante. “Entender o mercado e como concorrentes se posicionam, aprender com o que dá certo, mas também com o que dá errado. A gente costuma estudar casos de sucesso, mas casos de insucesso também nos dão grandes insights do que pode dar errado no nosso caminho”, indica Ellen.

Ela divide o momento de pesquisa em momentos diferentes. “São três etapas: conhecer sua estratégia de negócio – o que vai oferecer, como, qual é o diferencial; conhecer o cliente – quem é ele, o que é importante pra ele, o que ele enxerga em relação ao produto, a necessidade a resolver enquanto marca; e entender como o mercado funciona – saber se o mercado tem concorrência, o que fazem que dá certo, o que você vai fazer de diferente para se destacar“.

Saber de onde você saiu e para onde está indo no negócio é essencial | Imagem: iStock

Estabelecimento de metas

Empreendedor que se preze adora fazer listas, certo? Isso é ótimo! a Gerente sugere um modelo “com duas colunas: uma com seu cenário atual, como está a sua marca mesmo que seja o começo e outra para onde você quer ir. Isso vai ajudar a refletir sobre ações que você tem que tomar.”

Outra sugestão importante é estabelecer metas factíveis. “Tire no máximo 5 ações que você vai perseguir nos primeiros meses ou no primeiro ano de existência do seu negócio. Isso vai te ajudar a não perder de vista o que é importante para o seu público, o que é importante no mercado para se destacar e o que importa pro negócio: para você ter rentabilidade e alcançar as metas que deseja”, diz Ellen.

A escolha do nome da empresa

Muita gente pensa que o nome da empresa vem em uma epifania, mas na verdade ela é precisa ser parte da construção da marca. “Decidir como chamar a empresa pode parecer fácil, mas nem sempre é uma tarefa simples porque o nome tem que ter um significado, ainda que seja abstrato. Ele tem que representar tudo que você levantou na fase inicial como diferencial do seu produto. tem que refletir o DNA dessa marca que você está colocando no mercado”, explica Ellen.

“Então é preciso tomar muito cuidado porque geralmente, como o nome das pessoas, você carrega a vida inteira. Para mudar o nome da sua marca pode dar bastante trabalho. então é o nome que você vai carregar e apresentar pro mundo nessa etapa é bom considerar. Pesquise inclusive se não existe registro de uso da marca dentro do setor que você quer atuar”, continua.

“Você também precisa pesquisar e ver se o nome não pode gerar duplo sentido, algo que não seja legal e você não queira trazer para a sua marca”. E tem mais: “se você já estiver pensando em estratégias internacionais, você precisa garantir que o nome que você esteja escolhendo não tenha significado errado ou represente algo ruim em outro idioma”, completa.

Ou seja, é preciso se basear em diversos critérios na hora de nomear sua marca, além de, claro, trazer algo que tenha a ver com a sua personalidade. “Se você quer ter uma marca amiga, parceira, você não pode dar um nome muito duro, por exemplo. Isso também tem que ser pensado”, explica Ellen.

Criando sua assinatura

Toda marca precisa de uma assinatura e de um propósito. Para isso, é fundamental entender o que o mundo precisa. “Pensando nos próximos passos, tem algo que eu estou falando desde o início: o que sua marca vai trazer de diferente no mundo? Você vai olhar o que você tem de diferente, qual é o seu talento enquanto produto ou serviço e como aplicar esse talento para o mundo. O nome disso é propósito”.

O propósito é o fio condutor de toda criação de marca porque vai responder por que fazemos o que fazemos. Isso tem que ser muito claro para você e sua equipe – ou você e você mesmo se tiver criando seu negócio”, destaca.

A forma como você exerce seu talento no mundo a serviço da necessidade do seu público-alvo vai indicar o caminho para a sua assinatura. “Geralmente esse propósito vai ser uma frase, algo com cara de missão, com um verbo como “criar”, “agir”, “transformar”, “potencializar”, “vender soluções”, “vender sonhos”. Tem que ser atraente, gerar curiosidade, fazer com que as pessoas queiram saber mais do seu negócio”, explica a Gerente de Branding e Comunicação.

A partir do propósito, você pode desdobrar para um posicionamento de marca – algo bastante técnico que vai exigir um trabalho e conhecimento de marketing. “A partir disso, você pode criar uma frase, um slogan que vá acompanhar sua marca. A gente usa o termo tagline em gestão de marca. A tagline vai acompanhar seu logotipo [desenvolvido na etapa de identidade visual]. Ela é como se fosse sua assinatura”.

“Pense em grandes marcas que você conhece: vem o nome da marca e vem algum complemento. Isso é a assinatura, isso é a tagline“.

A tagline usada pela Natura é “bem estar bem” | Imagem: B9/Reprodução

A cara da marca

Vamos retomar: você fez toda parte de pesquisa, entende seus diferenciais no mercado, sabe o que é importante para seu público, tem um propósito, criou um nome e definiu objetivos para chegar onde deseja. O que falta? Trazer a aparência que sua marca vai ter.

“Criar seu logo, sua identidade visual, associar sua marca a cores, a tipos de fonte”, aponta a Gerente da Printi. Sobre esse aspecto falaremos mais adiante na nossa série.

Mas conteúdo vai além do visual. É importante definir no que sua marca é autoridade para falar e de qual maneira ela fará isso. “Você vai trazer números, dados de mercado? Ou pode ser mais leve e divertida? Isso depende do seu produto e do público-alvo. Aí você vai definir qual é seu tom de voz“, explica Ellen.

“Quando estiver comunicando sua marca no Instagram, por exemplo, você precisa de um tom de voz coerente com toda parte anterior de definição estratégica e definir pelo menos três temas nos quais sua marca tenha autoridade para falar”, diz. “Hoje o público busca mais do que produto ou serviço, as pessoas buscam marcas que apresentam seu propósito e colaboram para o mundo, que gerem valor de alguma forma. Se você pensar nisso desde o começo, já sai na frente” indica Ellen.

Em dado momento você terá um time e uma marca para explorar. Acredite | Imagem: iStock

“Fazer gestão de marca pode parecer algo que só as grandes empresas podem fazer, mas é possível fazer desde o início do negócio. Isso ajuda muito quando você começa a crescer”, finaliza.

Está começando seu negócio do zero? Tem um pequeno empreendimento? Já tem uma empresa sólida? Conte com a Printi! Acesse nosso site e personalize seus materiais.

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Julia Viana

Editora do Blog da Printi, uma jornalista que encarou um novo papel para falar de mundo gráfico e inovação - sem nunca deixar a criatividade e os assuntos mais comentados do momento de lado.
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