Semiótica aplicada ao design

Quando o assunto é Semiótica, é comum associar essa palavra à conhecimentos teóricos, monótonos e tediosos. Mas, na verdade, por trás desse nome – que pode soar complicado – estão dicas preciosas e práticas que vão ajudar a transformar o nosso processo de criação.

A Semiótica aplicada ao design vai muito além de uma fórmula que aprendemos uma vez na vida e deixamos de lado. Pelo contrário, ela pode ocupar o espaço de conselheira e livro de cabeceira na hora de clarear ideias e encontrar novos caminhos. Quer saber como?

Para recapitular, a Semiótica (do grego “semeion”, que significa signo) é uma ciência que estuda os signos e todos os fenômenos culturais como sistemas de significação.
Ela pode ser aplicada ao analisar e interpretar palavras, sons, vídeos e imagens. Por isso, no design ela é tão importante, já que é utilizada para atribuir valor e sentido aos estímulos visuais trabalhados.

Mas, na prática, como utilizar esse conhecimento? A Semiótica aplicada ao design é possível? A resposta é “sim” e, primeiro, é preciso compreender o que é um signo. Um signo tudo à que podemos atribuir um sentido.

Quando observamos algum signo, rapidamente fazemos associações, atribuímos valor e compreendemos algo. Ou seja, quando imaginamos alguma coisa uma associação à algum signo é feita em nossa mente. Tudo isso, é claro, também leva em consideração o repertório de cada pessoa.

São três as vertentes da Semiótica. Entre elas está a concebida pelo filósofo Peirce – bastante estudada nos cursos de design e comunicação visual. É essa que traz maiores contribuições para o design, a partir da distinção de três tipos de signos. Separamos cada um deles, diferenciando a forma e objetivo, com dicas e exemplos para aplicar esse conhecimento no seu dia a dia. Confira:

Os tipos de signos na semiótica

Ícones

São signos que representam o objeto real, conhecidos por ser de fácil associação. Fotografias, desenhos e estátuas são exemplos de ícones. O desenho de um telefone, por exemplo, é um ícone bastante utilizado em cartões de visita. Ele indica o número, representando o objeto.

É também o caso dos desenhos de redes sociais e localização, que compõem ícones muito procurados e utilizados na comunicação online e offline.

A utilização de ícones é bastante útil, pela fácil interpretação e também por conseguir resumir as informações. Ou seja, torna-se mais simples trabalhar com a mensagem em pequenos espaços.

Ícones

Símbolos

Os símbolos não possuem qualquer relação ou semelhança com o que quer representar. A relação é formada pela conveniência e é preciso aprender como interpretá-lo. Por isso, eles são os signos mais complexos.

Podem ser representados por formas, tipografias ou desenhos. São exemplos de símbolos os logotipos de empresas, as placas de trânsito e representações matemáticas, como o pi: π.

Símbolos: signos complexos

Índice

Os índices são representações contínuas de alguma mensagem. Eles estabelecem associações com algo previamente apresentado ou experiência já vivida.

São geralmente signos independentes, associados a um conhecimento comum, como uma nuvem preta que indica chuva e expressão facial que indica um sentimento, ou mesmo de repertório pessoal, como a redução de alguma marca que já conhecemos.

Utilizados para desdobramento de materiais, comunicação entre grupos que compartilham dos mesmos interesses e, até, para contar histórias.

Viu como a Semiótica aplicada ao design está mais próxima do que você pensava? Analisar maneiras de transmitir informações e sensações por meio do design gráfico faz parte da semiótica. Por isso, vale levar um pouco desse conceito ao pensar em novas maneiras criativas de apresentar seus projetos.

Estudar os ícones, símbolos e índices de uma marca pode te ajudar a comunicar com mais efetividade e variedade.

A interpretação visual é muito importante e pensar no que você quer despertar no outro é essencial ao estudar os elementos de design dentro da Semiótica e suas aplicações, não só para aproveitar bem o espaço de comunicação, mas para inovar em suas possibilidades.

Aprendeu sobre Semiótica? Conseguiu identificar esses elementos dentro do seu trabalho? Compartilhe suas impressões conosco!