Biblioteca

Tutoriais da Printi: por que utilizar esse recurso?

tutoriais da printi
Aprenda dicas para montar seu arquivo sem erros na hora da impressão. Imagem: Printi

O tutorial é uma ferramenta que ajuda na aprendizagem e produção de qualquer tarefa, nos mostrando como fazê-la de uma maneira didática e clara. Esses tutoriais têm como objetivo principal ajudar, com dicas ou passos o leitor a melhorar algum processo ou aprender algo novo.

Quando você utiliza os tutoriais da Printidisponíveis em nossos site – você evita erros, retrabalhos e garante o sucesso do seu produto.

Tutoriais da Printi, como funcionam?

Ao acessar nossa página de tutoriais você encontrará um mundo de informações ricas sobre os produtos e direcionadas para a montagem de arte em cada software. 

Muitas vezes nos deparamos com necessidades um pouco mais avançadas do que nossas habilidades e para isso a Printi fez o tutorial de cada produto: para que você tire o máximo proveito das explicações e chegue ao resultado final perfeito.

Fizemos uma lista de conteúdos para te ajudar a entender como fazer a montagem do seu arquivo. Você pode acompanhar aqui ou, se preferir, ter a informação que deseja direto no site.

Formato de papel

tutorial tamanhos de papéis
Conheça os formatos de papéis. Imagem: Printi

O papel pode ter diversos formatos, gramaturas e texturas. A série A do padrão ISO 216 é o mais comum no que diz respeito a formatos de folhas de papel. Na Printi, seguimos este padrão para os formatos finais dos nossos materiais.

Se você unir duas folhas A4, obterá uma folha A3 com exatamente o dobro da área. Assim, é possível imprimir uma folha A3 em uma folha A4 sem perda de proporção. Partindo de uma folha A0, podemos dividi-la em duas folhas A1, que têm exatamente a metade da área, e assim por diante, até o tamanho A10.

Na Printi trabalhamos com vários formatos de folha, inclusive folha inteira. Vale lembrar que a escala segue em ordem decrescente, e por isso é bom compreender que quanto menor o número ao lado do A, maior será o papel.

Lembre-se: o padrão ISO 216 não é o único a determinar formatos. Para não errar o formato de seu pedido, use nossos gabaritos e evite transtornos e alterações na arte.

Formato aberto e fechado

diferença entre arquivo aberto e fechado
Entenda a diferença entre formato aberto e fechado. Imagem: Printi

A diferença entre “formato aberto” e “formato fechado” costuma gerar muita divergência na hora de solicitar o produto.

De modo simples, o formato aberto é o material antes de receber acabamentos (principalmente a dobra). Já o fechado é o formato do material ao final da produção, após dobras e acabamentos.

Um exemplo para compreender essa diferença é comparar um folder com duas dobras no formato A4, tanto aberto quanto fechado:
Formato aberto A4 – Ao trabalhar com formato aberto, o formato A4 aparece no começo do processo, antes de ser dobrado e fechado. Ou seja, o formato fechado não é o A4, mas o conhecido “DL” (100mmx210mm).
Formato fechado A4 – Neste exemplo, o formato aberto não é o A4. O processo de dobras fará com que o material adquira o formato A4 quando estiver fechado. Começamos com um material 3 vezes mais largo que o A4 e terminamos no formato fechado A4.

Lembre-se: ao fazer sua cotação na Printi, utilize o formato fechado do material como referência e sempre preste atenção ao formato orçado. Baixe os gabaritos disponíveis no site em caso de dúvidas sobre formatos e dobras.

Folhas e páginas

tutorial folha ou página
Folha ou página? Saiba a diferença. Imagem: Printi

No vocabulário gráfico, as palavras “lâmina”, “folha” e “página” possuem significados específicos. O termo “página” corresponde a cada face do papel capaz de receber impressão. Podemos dizer que cada lado de uma folha tem uma página, ou seja, duas páginas por folha (frente e verso).

Mesmo quando não impressas, essas páginas pertencem ao material. Veja o exemplo abaixo:

Todo face deve ser considerada como página. De forma prática, em um material, seja folder, revista ou livro, devemos contar as páginas como cada lado de cada folha. Se o material possuir 20 páginas, ele terá 10 folhas, por exemplo.

Como vemos acima, toda folha possui frente e verso, ambos capazes de receber impressão. A frente é a página ímpar e o verso a página par. Cada folha do material possui duas páginas, mesmo que estas não tenham sido impressas.

Lembre-se: quando nos referimos à quantidade de páginas de um material incluímos a frente e o verso de todas as folhas, inclusive capa e quarta capa. A imposição correta das páginas do seu material é feita pela Printi.

Lâminas

Chamamos de lâmina toda folha de papel que compõe um material gráfico em seu formato aberto. Um catálogo, por exemplo, possui várias páginas e sua montagem só é possível ao dobrar várias lâminas e juntá-las por meio do grampo. As imagens abaixo ilustram o processo:

tutorial lâminas
Lâminas são folhas em formato aberto. Imagem: Printi

O exemplo acima ilustra o processo de montagem de um caderno a partir de uma lâmina impressa e dobrada. A junção de 3 lâminas pelo grampo cria o caderno. Neste caso, o caderno tem 12 páginas, 6 folhas e é composto por 3 lâminas. Cada folha tem duas páginas e se parássemos por aí obteríamos como produto final um folder de 4 páginas.

Lembre-se: a montagem de várias lâminas forma um caderno e só é usada em materiais grampeados ou costurados, como brochuras, livretos, catálogos, por exemplo, com a união de vários cadernos podemos montar os mesmos produtos com lombada quadrada.

Sangria e Margens

sangrias e margens
Respeitar as sangrias e margens é fundamental para o sucesso do seu impresso.
Imagem: Printi

Após o processo de impressão, o material é cortado (“refilado”) no tamanho correto. Devido ao processo, o corte pode sofrer uma variação de até 3mm. A forma correta de lidar com essa variação é usar a sangria no documento.

Sangrar” significa fazer a arte ultrapassar o limite do formato final. Todo elemento que faz contato com as bordas (limites do material) deve ser sangrado, ultrapassando em 3mm a borda da página. Da mesma forma, deve-se adicionar uma margem de segurança interna de 3mm para impedir que informações importantes, como textos e logos sejam cortadas.

Repare nas faixas coloridas que ultrapassam as marcas de corte do material. Veja também como o texto respeita a margem de segurança. Dessa forma, mesmo que haja variação no corte, sua arte não será comprometida.

Lembre-se: evite rasterizar (converter em bitmap) todo o seu arquivo, incluindo fontes, imagens e vetores. Isso impossibilita correções durante a pré-impressão e prejudica a resolução. Procure salvar seu arquivo em PDF/X-1A a partir de um software vetorial.

A impressão CMYK

Um dos processos de impressão utilizados pela Printi é a impressão offset. Nesse processo, a cor é formada pelo método que faz uso de pequenos pontos (retículas) de cor para atingir as tonalidades possíveis, variando entre diâmetro (tamanho) dos pontos e o espaçamento entre eles. Esse método causa uma ilusão de ótica, fazendo com que o cérebro identifique as cores de acordo com os espaços e tamanhos dos pontos.

Abaixo, temos uma ilustração ampliada do reticulado para porcentagens de preto: a transição de cinza para preto é possível através da variação do tamanho dos pontos. As tonalidades mais escuras são atingidas com o aumento dos pontos e a consequente diminuição dos espaços brancos.

Tons de preto
Tons de preto. Imagem: Printi

Para o colorido, o processo é o mesmo usando o modo de cor CMYK (Ciano, Magenta, Yellow e Key color – o preto). Veja abaixo uma ilustração de como chegar a cores similares usando diferentes porcentagens:

Cores CMYK
Cores CMYK. Imagem: Printi

Para a impressão da cor, as retículas são posicionadas em um determinado ângulo. Com a união dessas quatro cores principais é possível gerar um vasto número de cores, bastando mudar suas relativas porcentagens (tamanho dos pontos), além de seus espaçamentos.

Lembre-se: na impressão em CMYK (cromia) as cores finais são compostas pelas quatro cores principais.

O Preto no CMYK

Como acabamos de analisar, pela união das quatro cores principais é possível compor uma enorme gama de novas cores. Ao misturar grandes quantidades destas quatro cores, nos aproximamos do preto.

Sendo assim, por que existiria a cor preto? A razão é que haveria um gasto desnecessário de tinta e certos papéis de gramatura baixa (mais finos) não teriam resistência para um volume tão alto de tinta.

Veja abaixo uma ilustração de como chegar a cores similares usando diferentes porcentagens:

cor preta no CMYK
Preto no CMYK, como transformar? Imagem: Printi

A primeira composição une 100% de cada cor (300%) para chegar ao cinza. Já na segunda composição, obtemos uma cor semelhante, porém pura, utilizando apenas 90% de preto. O resultado da cor é muito próximo, mas o uso de tinta é muito diferente.

Recomendamos que seja configurado com 30% de ciano, 10% de magenta, 10% de amarelo e 100% de preto (C30 M10 Y10 K100). Esse tipo de combinação é geralmente chamada de preto chapado ou preto rico.

Lembre-se: para vetores e textos trabalhe sempre com o preto puro (K 100%) e utilize preto chapado apenas para fundos e áreas grandes. Assim, a fidelidade e integridade de todas as cores impressas é preservada.

Cores Especiais

Cores especiais, como a escala Pantone, em sua maioria não são o resultado da mistura CMYK. Elas são tintas únicas que permitem reproduzir a cor de modo fiel.

Essa escala é um sistema de cor mundial que utiliza códigos para representar as cores e não gera dúvida sobre os tons, pois cada tonalidade é representada por um código único.

Às vezes, a cor Pantone pode ser simulada em CMYK. Nesses casos, existe uma composição CMYK equivalente à cor Pantone, como ilustra a imagem abaixo, porém o resultado não é 100% fiel.

RGB

Cores RGB
Cores RGB. Imagem: Printi

A luz branca é composta por três cores puras: vermelho, verde e azul (Red – Green – Blue). Tais cores geram o modo RGB e quando dividido em 255 níveis, pode gerar mais de 16 milhões de combinações de cores. O modo de cor RGB é usado principalmente para a produção de arquivos destinados à mídia digital (telas e monitores).

Programas para bitmap utilizam o modo RGB como padrão para representação dos pixels. Por ser luz e não tinta, o RGB não pode ser usado para impressão. Ao converter uma imagem de RGB para CMYK, sempre haverá certa perda na fidelidade de cor, pois o RGB tem um número muito superior de combinações de cores.

Ao unir todas as cores no RGB, temos como resultado a cor branca. Isso se aplica apenas para exibição em tela pois não é possível compor o branco na impressão com tinta (CMYK). Ao trabalhar no modo RGB invertemos a lógica de impressão: enquanto no CMYK temos o papel branco e usamos as cores para chegar ao preto, no RGB o processo é inverso.

Lembre-se: ao finalizar sua arte, verifique se há elementos em RGB ou Pantone. Uma escala de cores mostrará a equivalência no CMYK. Para imagens específicas, use programas como o Adobe Photoshop para fazer a conversão.

Bitmap e Vetor

Imagens e elementos ilustrativos são indispensáveis para uma boa peça gráfica e podem ser de dois tipos: vetor ou bitmap. O bitmap é um conjunto de pixels (pontos) que carregam uma informação de cor e é formado pela união desses pixels.

A resolução, em DPI ou PPI, mede a qualidade e nitidez de um bitmap. DPI (dots per inch) significa pontos por polegada já PPI (pixels per inch) significa pixels por polegada.

Quanto maior o DPI ou PPI da imagem original, maior a definição e qualidade dessa imagem. Veja o exemplo abaixo:

Pixels o que são?
Pixels aumentam a resolução de uma imagem. Imagem: Printi


No bitmap, os pixels na borda das imagens sofrem pequenas alterações de cor para suavizar o contorno. Acima, vemos um degradê com 10 pixels por polegada, e um outro com 300 pixels por polegada. A imagem que cada configuração irá gerar se encontra à direita. Uma má resolução (10 DPI) prejudica a nitidez da imagem.

Vetor

Os vetores são formas que têm suas informações de cor, dimensões, linhas e curvas armazenadas em equações. Essas equações são traduzidas para coordenadas e por sua vez, são visualizadas em desenhos que podem ter sua forma, cor ou tamanho alterados, sem agredir sua resolução uma vez que não são formados por pixels.

vetor e bitmap
Diferença entre vetor e bitmap. Imagem: Printi

Acima vemos que o vetor é constituído de pontos (nós) que indicam onde se inicia e encerra uma linha. Suas curvas são configuradas por alças, que ao serem esticadas resultam em curvas diferentes. Já o bitmap é composto por pixels.

Lembre-se: a resolução de uma imagem reflete na qualidade visual do seu material impresso. Uma resolução inferior a 150 DPI/PPI pode deixar imperfeições evidentes. Sempre que possível, use vetores para textos e linhas.

Acesse nossa página de tutoriais e acerte na hora da impressão!

Etiquetas

Gabrielle Menezes

Social media em formação, estudando design de mídias digitais, amante das redes sociais, cantora e fotógrafa nas horas vagas.
Botão Voltar ao topo
Fechar
Fechar