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Marketing e Comunicação Visual

Do Brasil ao Globo de Ouro: a arte brasileira que virou amuleto em Los Angeles

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Imagem: Sophia Andreazza

Em 2026, um pequeno impresso atravessou continentes e ganhou o mundo: o “santinho” da Fernanda Torres, carinhosamente apelidado de “Santa Nanda da Sorte” por Wagner Moura ao receber o amuleto no Globo de Ouro. A responsável pela criação foi Sophia Andreazza, Ilustradora e Designer, que transformou em apenas dois dias uma referência da cultura brasileira em um símbolo que emocionou o público, dentro e fora do país.

Criado com pesquisa estética, intenção criativa e um profundo respeito à brasilidade, o material viralizou e chamou atenção não apenas pela estética, mas pelo impacto cultural que carregava. Mas o que fez essa peça ultrapassar o digital e se transformar em símbolo?

Conversamos com a Sophia para entender o processo criativo, o papel da materialidade e o que esse movimento revela sobre o momento atual da comunicação e do impresso. Confira!

Processo criativo, timing e impacto cultural

Você teve apenas dois dias para criar uma arte que acabou ganhando o mundo. Na sua visão, o que fez essa peça gerar tanta repercussão?

“Acredito que as pessoas querem muito ver arte feita por humanos, que tenha intenção na criação. Uma arte pensada com cuidado e profissionalismo. No caso do ‘santinho’ da Fernanda Torres (ou ‘Santa Nanda da Sorte’, como disse o Wagner Moura ao receber o amuleto no Golden Globes 2026, num stand da HBO Max), há toda uma história por trás: os ‘santinhos’ fazem parte da cultura brasileira por si só. É uma estética que as pessoas conhecem e com a qual se relacionam. Ver uma arte tão brasileira tomando uma premiação em Los Angeles, trazendo essa “sorte”, essa “benção” e essa “brasilidade” pro exterior é algo muito especial.”

A artista explica que o processo foi intenso e profundamente pesquisado.

“Fiz uma extensa pesquisa sobre essa estética: a paleta de cores, as nuvens, o posicionamento da personagem central, as bordas com arabescos. Mas também pensei muito em como deixar essa arte nova, fresca e interessante. Acho que esse cuidado transparece. As pessoas provavelmente gostaram tanto porque sentem que sua cultura está sendo vista e celebrada.”

Insight editorial: Não foi apenas uma ilustração, foi um símbolo cultural impresso.

Quando o digital ganha corpo: o poder da materialidade

O que muda no impacto da mensagem quando ela sai do digital e vai para o impresso?

“O impresso traz uma qualidade tátil ao trabalho. A mensagem parece ter mais notoriedade. Num mundo dominado pelo digital, poder segurar uma arte nas mãos e ver essa arte chegando tão longe, emociona. É mais especial, mais pessoal do que uma tela.”

Ela reforça algo que vemos cada vez mais no mercado criativo:

“Mostra que teve cuidado, processo, trabalho para transformar aquela arte em algo físico.”

Em um cenário saturado de telas, o impresso não compete com o digital, ele complementa. Ele cria uma pausa, presença, memória. É por isso que materiais como santinhos, cartões, embalagens e impressos personalizados continuam ganhando relevância estratégica para marcas que querem gerar conexão real.

Assim como no caso do Globo de Ouro, materiais como o santinho personalizado permitem transformar uma ideia digital em um objeto físico cheio de significado.

Do interior ao mundo: redes, consistência e cultura

Que decisões foram fundamentais para você sair do interior de São Paulo e alcançar projetos globais?

“Eu diria para apostarem com tudo. Nesse momento de excesso de telas, criar algo que possa existir no mundo físico traz outra sensação de escala. Eu aprendo muito quando imprimo meu trabalho, olho pra ele de outra forma.”

Ela começou em agências pequenas, participou de feiras locais e construiu conexões gradualmente.

“Sempre mostrar um trabalho comprometido e novo é muito importante para cultivar essas redes. Em algum momento, isso pode te levar a fazer uma arte que vai até Los Angeles.”

Retrato da ilustradora Sophia Andreazza, criadora do santinho “Fernanda da Sorte” utilizado no Globo de Ouro, usando camiseta com ilustração.
Crédito da imagem: arquivo pessoal Sophia Andreazza

O excesso digital pode abrir espaço para um novo protagonismo do impresso?

“A arte pode e deve existir em todos os ambientes. Acho que isso diz muito sobre o mundo de hoje: as coisas que fazemos na nossa casa podem ter um alcance que a gente nem imagina.”

Ela acredita que há um movimento claro de retorno ao físico:

  • Revistas impressas;

  • Álbuns de figurinha;

  • Embalagens personalizadas.

  • Materiais gráficos com identidade forte.

Não como nostalgia, mas como integração entre digital e analógico. Pequenos formatos, como santinhos ou até mesmo um cartão de visita personalizado, têm o poder de concentrar identidade, mensagem e presença em um único impresso.

Dicas práticas para marcas e criadores

Que dica você daria para marcas ou criadores que querem usar materiais impressos, como santinhos, de forma criativa e estratégica?

“Todos nós sentimos o excesso de telas. A arte digital permite infinitas possibilidades, mas é justamente nesse infinito que mora o perigo. Às vezes nos perdemos na busca por referências ao invés de simplesmente criar.”

Ela conta que começou com aquarelas, escaneava e imprimia para vender. Depois migrou para o digital e agora vive um movimento de retorno ao analógico.

“Imprimir minhas artes faz com que elas existam no mundo real. Essa necessidade de existir fora das telas atinge todo mundo.”

Para marcas, a mensagem é clara:

  • O impresso agrega valor percebido;

  • Demonstra cuidado;

  • Eleva a experiência;

  • Cria memória física.

Em vez de substituir o digital, ele amplia o impacto. Seja em um menu impresso, uma etiqueta ou uma embalagem personalizada, o material físico comunica cuidado e valor percebido.

O que o “santinho” nos ensina sobre branding hoje

O sucesso do santinho no Globo de Ouro não foi apenas sobre sorte.

Foi sobre:

  • Cultura;

  • Identidade;

  • Pesquisa estética;

  • Materialidade;

  • Coragem criativa.

E principalmente: intenção. Num cenário onde tudo é rápido, scrollável e descartável, o impresso continua sendo uma das formas mais poderosas de transformar arte em presença.

Se uma arte criada em dois dias pode atravessar o mundo, imagine o que a sua marca pode fazer quando transforma ideias em presença física.

Conheça as possibilidades de impressão da Printi e leve sua criatividade além das telas.