Design

Curadoria de Projetos de Design: Retrospectiva Printi Indica 2021

Retrospectiva Printi Indica 2021 | Imagem: Regiz Art

Com o encerramento de 2021 o clima não poderia ser menos nostálgico. Retomando tudo que produzimos durante o ano, uma das séries de maior sucesso foi o Printi Indica, a Curadoria de Projetos de Design, que contou com a trajetória de 10 grandes artistas apoiando a ideia e espalhando a arte como deve ser. Hoje, vamos relembrar cada uma dessas histórias e exaltar a visão artística por trás das obras. Confira a Retrospectiva Printi Indica 2021!

Thainá Carline

Máscara Pwo – Kids | Imagem: Acervo Pessoal

Thainá Carline é uma sergipana de 26 anos, Diretora de Arte, pisciana, artista e curiosa sobre a vida. Ela trabalha na área de design desde 2013 e temos a sorte de contar com ela no time de Marketing da Printi há pouco mais de dois anos. Dividimos com prazer essa profissional com projetos paralelos de artes visuais. “Meus trabalhos são consequência do que eu consumo, minhas referências artísticas são, em sua maioria, pessoas negras e indígenas, então não teria como ser diferente. Meu propósito com minha arte é falar sobre o que eu sinto, escoar meus pensamentos e mostrar o que eu acho bonito com o meu olhar, e é assim que essa representação se dá, essas pessoas estão ali porque é o que faz sentido pra mim, estou falando também sobre o que eu sou”, reflete.

Samuel de Gois

Mais um dos inúmeros desenhos de coração de Samuel de Gois | Imagem: Acervo pessoal

Samuel de Gois Martins, paraibano de João Pessoa, faz seus quadrinhos com a temática desfibrilante (?), e consome esse tipo de conteúdo desde muito cedo. “Comecei a publicar tiras na internet em 2004 no finado Fotolog“, conta. Hoje, aos 34 anos, o publicitário utiliza plataformas bem mais pretensiosas do que o no início: ele tem um site em que vende camisetas, ecobags, publicações e serigrafias, além de sua conta no Instagram – @samueldegois – onde publica suas tiras.

Regiz Arte

Afronte o preconceito | Imagem: Acervo pessoal

Reginaldo Francisco tem 37 anos, é pai da Ana Cecília, marido do Cláudio, publicitárioprofessor do curso técnico em Publicidade na rede Fundação Instituto de Educação de Barueri e artista plástico. “Gosto de pensar que todo mundo tem uma missão na vida, às vezes a gente só demora a encontrar. Eu encontrei a minha e é falar sobre o povo preto brasileiro em forma de arte, direcionar para a África o tempo inteiro porque nosso país é extremamente negro, mas até o presente momento não se enxerga como tal”, explica.

Negalê

Negra Luz | Imagem: Acervo pessoal

Letícia França – ou Negalê, como prefere ser chamada – é natural de Ilhéus, Sul da Bahia, mas reside há alguns anos em Aracaju, onde pôde se encontrar e se entregar à arte, de forma totalmente espontânea e autodidata. Além de ter o olhar voltado para identidade e subjetividade negras, trabalha como diretora de fotografia e filmaker, realizando algumas obras desde videoclipes, filmes de moda e, recentemente e em processo, curtas-metragens. “A arte é onde me entrego. Desde o que faço, enquanto penso e produzo, até o que consumo. Sou apaixonada pelas possibilidades de transgressão que a arte, em suas diversas expressões, pode trazer. Acredito ainda que arte sem política é puramente fetiche estético”, diz.

Rô Aragão

Olho d’água | Imagem: Acervo pessoal

Rô Aragão nasceu há quase 23 anos na capital sergipana, Aracaju. Filha de dona Alda e seu Roberto, desde 2016 cursa Psicologia na Universidade Federal de Sergipe e tem encontrado no processo de ilustrações um dos muitos caminhos para expressar sua identidade. “Minha arte conta do que atravessa meu corpo, do que rasga minha existência, que é coletiva, sim, mas não representável. Prefiro não colaborar com lógicas de produção e consumo pautadas numa ideia de representatividade que por si só não leva ninguém a lugar nenhum. Uma vez me perguntaram se eu me dedicava à uma escrita trans, se eu produzia arte queer. E eu ri um tantinho, porque eu acho que toda e qualquer experiência de toda e qualquer pessoa é uma escrita, sabe? Eu me dedico à uma escrita. Ponto. Produzo arte e recuso esses recortes, tô cansada deles”, compartilha a estudante e artista.

Felipe Moia

La Ursa | Imagem: Acervo pessoal

Felipe Moia tem 21 anos e é um taurino de Belém-PA. Aos 5 anos de idade começou a desenhar, mas foi aos 17, inspirado por ilustradores clássicos e contemporâneos, que decidiu buscar seu próprio traço até ser reconhecido no cenário artístico paraense. Atualmente, seu trabalho é focado em ilustrações para revistas, sites, livros, pinturas em murais, entre outros tantos formatos. “A ilustração representa um divisor de águas para mim. Além disso, me faz acessar um mundo que é só meu, me sinto íntimo da ilustração, ela me deixa à vontade para experimentar diversas técnicas e cores, e externar meus sentimentos“, descreve o ilustrador.

Karla Salvoni

Sua jornada começa com a Printi | Imagem: Printi

Karla Slavoni tem 33 anos, é paulista e formada em Cinema pela FAAP. Desde 2010 trabalha em Direção de Arte com foco em filmes publicitários e conteúdos como longas-metragens e séries. Dentro dessa trajetória, passou a trabalhar com a Frontera Filmes, uma produtora audiovisual que dá vida a muitas histórias, inclusive a da Pri – nossa querida persona <3 – no mais novo filme da Printi. “A presença da arte na minha história é totalmente espontânea. Desde criança frequento muitos museus e estudar está longe de ser um sacrifício. Acho que, na verdade, demorei um tempo para me aprofundar, mas ela sempre esteve aqui“, conta.

Fernando Nas

Fogo nos racistas | Imagem: Acervo pessoal

Fernando Nas é artista por vocação e curiosidade. Nasceu em Osasco, e hoje com 35 anos vive em São Paulo. Filho de pai metalúrgico e mãe do lar, o mais velho entre duas irmãs, divide o tempo entre o trabalho como Diretor de Criação na agência RISE e produções como Artista Visual. Formado em Design Gráfico e Processos Fotográficos, mas autodidata por necessidade, busca através de imagens expressar tudo que nele transborda e na busca por equilíbrio, procura uma reconexão entre uma sessão e outra de skate. “Me encantei pela ilustração quando enxerguei a possibilidade de criar um mundo que não cabe na nossa realidade. E percebi que essa projeção acaba me dando ferramentas para de fato mudar alguma coisa. Ela representa uma maneira de expressar virtuosidade. Mostrar como interpreto a vida, qual a direção que meu coração aponta. Ajuda na compreensão do meio em que vivo e acolher o que sinto”, afirma.

Breno Loeser

Itans | Imagem: Acervo pessoal

Aracajuano, Breno Loeser tem 27 anos, é formado em Design Gráfico pela UFS e hoje faz mestrado em Ciências da Religião. Atualmente, trabalha como designer do grupo de moda Soma, atendendo no setor de Estilo da Farm Rio, e também coordena, junto com a irmã Brenda, seu próprio e-commerce voltado para comercialização de arte com temáticas afrocentradas. Quando sobra um tempinho, pega alguns trabalhos externos, mas agora é um pouco mais difícil devido a rotina intensa. E também é um dos líderes do Centro Cultural Erukerê, um espaço cultural e casa de culto a orixá localizada na cidade onde mora. “Pra mim, é sobre possibilidades e caminhos. O Design tem um papel importantíssimo para fazer vozes e discursos políticos alcançarem mais pessoas, assim como nos oferece meios de tornar mais simples e ergonômico entender o mundo e tudo o que podemos criar. Embora o Design tenha um berço europeu e um viés extremamente econômico, aqui no Brasil ele ganhou outros contornos e vozes, trazendo possibilidades de (re)existências de comunidades e pessoas que são marginalizadas“, discursa.

Felms

Fábulas de Sucesso | Imagem: Printi

Felipe Mascarenhas, também conhecido como Felms, nasceu em 1990 na cidade de Mogi das Cruzes, mas morou em Ferraz de Vasconcelos boa parte da vida antes de se mudar pra São Paulo. Se formou em Design Gráfico e trabalhou na área por alguns anos até decidir seguir o caminho da ilustração. Atualmente, é Diretor de Arte na produtora Dirty Work – inclusive, fez parte da equipe de Fábulas de Sucesso, a mais nova campanha da Printi – e tem um projeto de animação chamado Vista Linda Filmes. Em paralelo, faz alguns freelancers e se dedica a um trabalho experimental de desenho com ferramentas manuais. “Parece que eu sinto o mundo através da arte, como se fosse o melhor jeito de encarar tudo. Seja vendo um filme, escutando uma música, analisando pinturas ou até observando o tempo passar em algum espaço e pensando nas possibilidades artísticas daquele momento“, conclui Felms.

Curtiu esse momento artístico de muita nostalgia? Conta pra gente qual foi sua matéria preferida do ano. 🙂 Ah! E não deixe de acompanhar nossos artistas nas redes sociais. <3

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Maryene Oliveira

Apaixonada pelo mundo da comunicação, uma futura radialista movida por dança, literatura, desafios e ideias mirabolantes.
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