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Dia Internacional da Felicidade: autoconhecimento em 5 passos

Dia Internacional da Felicidade | Imagem: Shutterstock

Dia 20 de março é uma data muito importante para a humanidade: o Dia Internacional da Felicidade – data criada pela ONU (Organização das Nações Unidas) com o objetivo de promover a alegria entre pessoas do mundo todo. Pensando nisso, resolvemos trazer esse tema à tona de forma mais específica para que você reflita sobre suas próprias emoções, afinal, estar bem interiormente reflete também nas pessoas a sua volta. Após realizar o curso ‘Inteligência Emocional’ da Conquer, Thais Lima, Relações Públicas da Printi, selecionou 5 passos para o autoconhecimento que trará muita positividade e alegria para o seu dia a dia.

Sem tempo para ler? Clique no play abaixo e ouça esse conteúdo na íntegra!

O Dia da Felicidade

Butão, país localizado na Cordilheira do Himalaia na Ásia | Imagem: Shutterstock

Com o fim da Segunda Guerra Mundial, que registrou mais de 40 milhões de civis mortos, o mundo implorava por paz. Foi nesse cenário que surgiu a ONU (Organização das Nações Unidas), especificamente em 24 de outubro de 1945 em São Francisco, cidade dos Estados Unidos. O propósito da Organização – composta por mais de 50 países – era claro, mas exigia que ações fossem colocadas em prática de forma colaborativa.

Mas o que isso tem a ver com o Dia da Felicidade? As fontes divergem sobre as datas, mas a pelo menos 14 anos o governo do Butão – um dos membros da ONU – tem a diretriz de calcular a felicidade da sua população da mesma forma que calcula o PIB (Produto Interno Bruto) – não é a toa que o país é reconhecido como um dos mais felizes do mundo. O FIB, como é chamado esse tal índice, é guiado por 4 pilares principais:

  1. Desenvolvimento socioeconômico sustentável e igualitário;
  2. Preservação e promoção de valores culturais;
  3. Conservação do meio ambiente;
  4. Bom governo (ético, eficiente e responsável).

Essa medida se tornou uma métrica universal na forma de International Day of Happiness, como é originalmente nomeada a data. Inicialmente, a comemoração buscava enfatizar a extinção de guerras e conflitos sociais, étnicos e comprometedores da paz em geral. Mas sabemos que a felicidade vai além e se conhecer é sempre um fator fundamental para conquistar o que a gente deseja para ser feliz.

O que é Inteligência Emocional?

Entenda a Inteligência Emocional | Imagem: Shutterstock

A Inteligência Emocional refere-se a capacidade de lidar com nossas próprias emoções assim como com as emoções de outras pessoas de forma saudável, consciente e com muita qualidade. Ou seja, ter essa aptidão desenvolvida significa saber sentir, pensar e agir de forma cuidadosa e inteligente. Daniel Goleman, um dos primeiros autores a abordar o assunto, determinou como preceitos fundamentais para uma boa IE:

  • Criar motivações para si próprio;
  • Persistir num objetivo apesar dos percalços;
  • Controlar impulsos e saber aguardar pela satisfação de seus desejos;
  • Manter-se em bom estado de espírito;
  • Impedir que a ansiedade interfira na sua capacidade de raciocinar;
  • Ser empático e autoconfiante.

Competências pessoais e sociais

Competências pessoais e sociais | Imagem: Shutterstock

1. Competências pessoais

Autoconhecimento

O autoconhecimento é um processo contínuo que permite identificar e analisar os traços da nossa personalidade. Com isso, é possível fazer o gerenciamento dos sentimentos de forma mais assertiva. É um período de entender suas emoções e se conhecer a ponto de identificar comportamentos que revelam o que está sentindo. Por isso, retomar experiência é muito importante e, para isso, algumas perguntas podem te ajudar:

  1. O que você atingiu/conquistou até aqui?
  2. Quais são suas paixões? Quais são seus interesses? O que te move?
  3. Faça uma lista das suas qualidades.
  4. O que você já viveu que faz você ser quem é hoje?
  5. Por que você faz o que faz? O que está buscando neste exato momento?

Autogestão

Já a autogestão pode te auxiliar no momento de lidar com suas emoções e gerenciá-las em situações de conflito/estresse. Na prática, é como ministrar um ciclo de ações que dependem e, consequentemente, refletem umas nas outras. A chamada ciência das emoções que promove a eficácia da sigla PROR:

  • P – PARE > Entenda o que está acontecendo (contagem regressiva pode ajudar);
  • R – REFLITA > Se questione se o problema é seu ou se vale a sua paz;
  • O – OBSERVE > Medite sobre o que está sentindo e nomeie seus sentimentos;
  • R – RESPONDA > Responda.

2. Competências sociais

Empatia

Você sabia que cerca de 90% dos nossos sofrimentos acontecem por causa das nossas interpretações? Por isso, é muito importante observar antes de interpretar! Dito isso, relembre que empatia nada mais é do que a capacidade de entender os sentimentos dos outros e, acima de tudo, respeitá-los. Portanto,

  1. Observação: ouvir com curiosidade e sem julgar. De novo, interpretar é diferente de observar!
  2. Sentimento: Não é o momento de falar sobre si. Não desqualifique os sentimentos do outro!
  3. Necessidade: Busque a necessidade que causou o sentimento. Lembre-se que o sentimento pode ser resultado de uma necessidade não atendida.
  4. Ação: Agora você pode ajudar ou mostrar outros caminhos que a pessoa pode seguir.

Gestão de relacionamento

Saber administrar as emoções alheias e ajudar o outro de forma efetiva é a base da gestão de relacionamento, mas cuidado com o filtro! Muitas vezes as ações não atendem as expectativas e o que era para ser uma troca se transforma em frustração por motivos como:

  • Omissão (eu ouço o que eu quero);
  • Generalização (eu coloco tudo ou nada no mesmo balaio);
  • Distorção (eu crio a minha versão da história sobre aquilo que estou ouvindo).

Para reverter situações como essa, pratique o RASA:

  • R – RECEBER > Ouvir a situação sem interpretações precipitadas;
  • A – ACOLHER > Não trazer a solução e sim identificar a necessidade não atendida;
  • S – SINTETIZAR > Fazer um resumo da situação vivida pelo outro;
  • A – AÇÃO > Pensar no que pode ser feito para resolver.

Ouça com atenção, sempre para ouvir e não para responder!

Descobrindo sabotadores

Se atente a possíveis sabotagens | Imagem: Shutterstock

Um processo extremamente importante dentro da jornada de autoconhecimento é a compreensão de quais são seus sabotadores. Afinal, como menciona Shirzad Chamine no livro Inteligência positiva (2012), trata-se de “um conjunto de padrões mentais automáticos e habituais, cada um com sua própria voz, crença e suposições que trabalham contra o que é melhor para você”. Reconhecer quais são os seus sabotadores e como eles atuam é definitivo para o seu sucesso.

Quer entender melhor quais são os tais sabotadores que podem estar te causando muitos bloqueios? Realize agora o seu teste. Para isso, clique aqui. Vale lembrar que temos todos, porém em níveis diferentes. Utilizamos a métrica a partir de 7 para definir os que estão mais presentes em nossa personalidade.

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Maryene Oliveira

Apaixonada pelo mundo da comunicação, uma futura radialista movida por dança, literatura, desafios e ideias mirabolantes.
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