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Entrevista com Felipe Moia [Curadoria de Projetos de Design] #16

Ilustrador Felipe Moia | Imagem: Acervo pessoal

Felipe Moia tem 21 anos e é um taurino de Belém-PA. Aos 5 anos de idade começou a desenhar, mas foi aos 17, inspirado por ilustradores clássicos e contemporâneos, que decidiu buscar seu próprio traço até ser reconhecido no cenário artístico paraense. Atualmente, seu trabalho é focado em ilustrações para revistas, sites, livros, pinturas em murais, entre outros tantos formatos. Prepare-se para conhecer mais sobre a arte incrível desse ilustrador!

Influências artísticas

Antropofagia inspirada em Tarsila | Imagem: Acervo pessoal

Entrar no universo da arte é um caminho sem volta, já que é impossível sair ileso ao ter contato com os mais diversos meios artísticos. Com o Felipe não foi diferente. “A arte sempre foi bem presente em minha casa, cresci em um ambiente regado por fotógrafos, meu pai e meus tios eram fotógrafos, e também tenho um irmão músico… Aí já viu, né? Mas foi na adolescência que tive a noção do que é arte, quando fui conhecer trabalhos de diversos artistas dentro da música, fotografia, pintura, ilustração entre outros, que tiveram e têm forte influência sobre o que eu faço. Acabei me identificando“, relembra o artista.

Capa de disco “Fa-Tal – Gal a Todo Vapor” | Imagem: Acervo pessoal

Hoje em dia as identificações prevalecem, mas agora são encontradas nas atividades mais corriqueiras. “Minhas inspirações são diversas. Música, cotidiano, pessoas, outros trabalhos artísticos, café… Estou sempre buscando inspirações 24 horas por dia”, diz.

A busca pela identidade

Epaminondas Gustavo | Imagem: Acervo pessoal

Já reconhecendo as faces da arte, o Felipe foi em busca da construção de sua identidade. “Quando fui buscar o meu traço próprio, tive acesso a referências de ilustradores e pintores clássicos e contemporâneos como Rene Gruau, Egon Schiele, Gustav Klimt, Laerte, e a partir disso me reconheci como artista, me introduzindo na maravilhosa atmosfera artística”, recorda.

Bituca | Imagem: Acervo pessoal

Muito além do que somos capazes de enxergar, a arte tem uma função abstrata capaz de colocar em forma material o mundo da imaginação. “A ilustração representa um divisor de águas para mim. Além disso, me faz acessar um mundo que é só meu, me sinto íntimo da ilustração, ela me deixa à vontade para experimentar diversas técnicas e cores, e externar meus sentimentos“, descreve o ilustrador.

Diversidades

Cunhatã Kaiapó | Imagem: Acervo pessoal

O retrato de elementos diversos contribui para o resultado final de cada uma das ilustrações, que são carregadas de bagagem cultural. “Procuro sempre mostrar através do meu olhar, a diversidade das cores, a diversidade de pessoas e traços, gosto de trazer a cultura paraense a qual sou devoto”, revela.

La Ursa | Imagem: Acervo pessoal

E, como não poderia ser diferente, representar causas também faz parte do portfólio do artista. “Sempre gosto de trazer assuntos importantes para minhas ilustrações de uma forma leve. Pois arte é política, e me sinto no dever de trazer pautas representativas através do meu trabalho. Então sempre irão achar uma crítica social, um enaltecimento das culturas marginalizadas no meio das minhas ilustrações”, conta.

Impossível não se encantar com esse trabalho, né? Você pode acompanhar de perto essas e outras ilustrações através do Instagram do Felipe. 😉

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Maryene Oliveira

Apaixonada pelo mundo da comunicação, uma futura radialista movida por dança, literatura, desafios e ideias mirabolantes.
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