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Entrevista com Samuel de Gois [Curadoria de Projetos de Design] #12

Algumas ilustrações de Samuel de Gois | Imagem: Reprodução Instagram

Samuel de Gois Martins, paraibano de João Pessoa, faz seus quadrinhos com a temática desfibrilante (?), e consome esse tipo de conteúdo desde muito cedo. “Comecei a publicar tiras na internet em 2004 no finado Fotolog“, conta. Hoje, aos 34 anos, o publicitário utiliza plataformas bem mais pretensiosas do que o no início: ele tem um site onde vende camisetas, ecobags, publicações e serigrafias, além de sua conta no Instagram- @samueldegois – onde publica suas tiras.

Vem saber um pouco mais do diretor de arte e designer que faz sucesso nas redes com seus quadrinhos “do coração” (será que ele vai me matar por essa definição?):

Ilustração da série Fibrilação | Imagem: acervo pessoal

Printi: Como começou essa história de coração na sua vida?

Samuel de Gois: A série começou no final de 2017 e foi resultado direto de uma outra série chamada DR, em que segui fazendo experimentos usando formatos diferentes para o formato dos quadrinhos. No inicio era só pra ser um zine (gosto muito de fazer zines).

Nota da editora: Zines são revistinhas independentes com diversos fins. O termo zine veio de “fanzine” = fan + magazine. Em uma tradução livre, seria uma “revista de fã”.

P: Qual é sua área de estudo?

SG: Fiz cursos de desenho e pintura quando criança, mas me formei em publicidade, ramo em que ainda trabalho como Diretor de Arte e Designer.

Mais um dos inúmeros desenhos de coração de Samuel de Gois | Imagem: acervo pessoal

P: Como se interessou pelo que faz?

SG: Consumo quadrinhos desde muito cedo. Comecei a publicar tiras na internet em 2004 no finado Fotolog, era uma coisa bem despretensiosa mas que abriu algumas portas pra mim no mercado publicitário.

P: Quais materiais você usa geralmente?

SG: Meu trabalho hoje é inteiramente digital, uso tablets e mesas digitalizadoras. No meio analógico trabalho mais com aquarela. 

P: Viver de arte: você tem dicas para empreender nesse sentido?

SG: Tem que entender que é um trabalho como qualquer outro, que demanda foco e organização. E que os clientes também precisam estar cientes disso para ter cuidado com exploração.

Trabalho de Samuel de Gois | Imagem: acervo pessoal

P: Quais dicas você daria para quem quer começar a desenhar?

SG: Estude muito, estude o suficiente para poder ter um plano B inclusive. Seja teimoso, mas sempre realista também. Feito é melhor que perfeito.

P: Além dos livros, quais materiais você estampa com a sua arte?

SG: Camisetas, Serigrafias, Ecobags, Calendários. Outras possibilidades também vem sido pensadas, como cadernos, agendas, etc. Também vendo direito de uso das artes para tatuagens. Muita gente já tatuou minhas ilustrações.

Ilustração de coração de Samuel de Gois | Imagem: acervo pessoal

P: Por que essa opção de ir além dos livros?

É uma demanda que parte do público. Hoje tenho sócios que me auxiliam nesses processos para poder produzir com tranquilidade. Também é uma forma de sair de algumas bolhas.

Você acompanha o trabalho do Samuel e de outros artistas no nosso Printi Indica no @printibr, o Instagram da Printi.

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Julia Viana

Editora do Blog da Printi, uma jornalista que encarou um novo papel para falar de mundo gráfico e inovação - sem nunca deixar a criatividade e os assuntos mais comentados do momento de lado.
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