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Entrevista: como o mercado está investindo em impressão 3D

A impressão 3D chegou ao mercado brasileiro trazendo muitas possibilidades e a Printi, como empresa inovadora, não poderia ficar de fora. Por isso, se tornou parceira da Oaloo, empresa de soluções criativas com muita experiência nesse mercado, para fornecer esse tipo de produto personalizado na plataforma de vendas.

Felipe Barbosa, responsável pelo Marketing da Oaloo
Felipe Barbosa (Imagem: Reprodução/Facebook)

Para que você conheça um pouco mais desse mundo, entrevistamos Felipe Barbosa, responsável pelo Marketing e Novos Negócios da Oaloo. Ele nos deu bastante informação sobre essa tecnologia.

“Foi praticamente uma gestação”, conta Felipe sobre a negociação com a Printi, para que tudo ficasse perfeito na entrega aos clientes. “Levamos cerca de 9 meses até entendermos a melhor forma de alinhar as companhias e colocar de pé esta parceria pioneira no Brasil e na América Latina também”.

A parceria 

Para que uma parceria seja bem sucedida, é preciso que haja sinergia. Por isso, a parte de unir a operação das duas empresas foi fácil. “O conceito de personalização em massa, a velocidade em atender múltiplos projetos simultaneamente e a ideia de oferecer mais agilidade e liberdade aos clientes são alguns exemplos”, explica Barbosa sobre as razões da parceria para que a Printi passasse a fornecer esse produto agora que a impressão 3D chegou ao mercado brasileiro.  “Há muito espaço para crescer com esta tecnologia no Brasil e um destes vetores de crescimento sem dúvida passa pelo conceito web2print que a Printi criou e utiliza”, completa.

Contudo, ele afirma que, de uma forma geral, o mercado brasileiro conhece muito pouco da tecnologia. “Fazemos um comparativo com o carro elétrico: todo mundo já ouviu falar e sabe que existe, mas poucos dirigiram um. Este cenário tem seu lado desafiador pois temos que educar nosso cliente a usar o produto, saber como pedir e o que pedir”, explica. 
“Por outro lado isso nos promove grande vantagem competitiva pois, uma vez superada esta barreira inicial, nossos clientes ficam muito satisfeitos com o resultado e voltam”, admite orgulhoso.

O Mercado no Brasil

“As impressoras 3D têm muito mercado potencial no Brasil, mas ainda não está consolidado”, diz o responsável pelo Marketing da Oaloo. “Por exemplo, o mercado publicitário, assim como tantos outros, está se reinventando. O marketing digital com suas métricas aparentemente inquestionáveis e a entrada de novos players ajudaram a chacoalhar o cenário brasileiro. Em meio a este novo jogo onde as cartas estão sendo redistribuídas, enxergamos potencial para entregar brindes, ativações de marca, troféus personalizados, enfim, toda uma gama de produtos para as empresas que antes eram consideradas commodities e de pouco apelo comercial”, elucida Barbosa, animado com o negócio.

A impressão 3D chegou ao mercado brasileiro com diversos desafios

Mas o que falta para o 3D engrenar? De acordo com Felipe, os desafios encarados são reflexo de problemas maiores enfrentados no Brasil. “A alta carga tributária dificulta a importação de impressoras 3D e insumos, por exemplo. Por mais que o mercado nacional esteja se desenvolvendo, ainda depende de componentes e insumos de maior valor agregado que são importados. Temos dificuldade em contratar mão de obra qualificada, criamos nosso próprio plano de formação e qualificação de profissionais para solucionar esta questão”, explica.

Dominar a tecnologia dá muita liberdade e é fundamental para trabalhar com impressão 3D. Por outro lado, o domínio da tecnologia fica em segundo plano e a real capacidade de inovar é depositada no profissional da área. “A habilidade de se questionar, aprender e desaprender é fundamental. Só assim descobrimos formas mais eficientes e rápidas de entregar uma solução”. 

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Valor agregado à produção da impressão 3D

“É impossível falar de impressão 3D sem evocar conceitos como inovação e tecnologia. Isso sem contar a imensa capacidade de cativar o público e gerar conversas ao redor de um objeto cotidiano, como um troféu“, começa Barbosa. “Com a chegada da impressão 3D ao mercado brasileiro, esta capacidade de releitura, de reproduzir algo inventado há mais de dois mil anos e que hoje pode ser feito em questão de horas por um robô é bastante impressionante”. Ou seja, impressão 3D proporciona liberdade para a criatividade.

Tanta inovação gera um receio do consumidor: o preço. Contudo, Barbosa não enxerga isso como um problema. “De uma forma geral, se bem planejado e executado um projeto em impressão 3D pode ficar até mais barato do que se realizado por métodos tradicionais. Em outros casos, é a única forma viável de se entregar determinada solução”. 

O futuro da impressão 3D

A impressão 3D representa um novo mercado e por essa razão, a tendência é que cresça num ritmo bastante acelerado até atingir sua maturidade. Se em regiões com mais acesso a investimentos e tecnologia a presença da impressão 3D aumenta rapidamente, em outras partes do Brasil há muito mercado a ser explorado.

Impressão 3D muda o mercado

O Fundador da MakerBot ( empresa americana fabricante de impressoras) Bre Pettis, disse em uma entrevista para o Gizmodo que a impressão 3D e a “próxima Revolução Industrial”. Barbosa concorda.

“Há vários paralelos interessantes com a Revolução Industrial de três séculos atrás, a começar pela transformação da economia mundial. Se você pensar bem, a impressão 3D é o mais próximo que temos do teletransporte. O modelo 3D de um produto desenvolvido no Japão pode ser enviado por e-mail e impresso no Brasil em poucas horas – não há meio de transporte mais rápido do que este”. E vai além. “O que dizer das operações logísticas e taxas alfandegárias? Como este produto criado no Japão e impresso no Brasil seria tributado? Como haveria um controle de quantas unidades foram produzidas no Brasil a partir de um único arquivo? Isto impacta toda a cadeia produtiva e o varejo. Não é coincidência que a Amazon comprou em 2018 uma fatia majoritária da empresa líder em serviços de impressão 3D no mundo. Já imaginou uma loja sem estoque? O produto seria produzido apenas após sua venda”, finaliza.

Gostou de saber um pouco mais do mercado 3D? Ficou com alguma dúvida? Mande suas perguntas pra gente!

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Julia Viana

Editora do Blog da Printi, uma jornalista que encarou um novo papel para falar de mundo gráfico e inovação - sem nunca deixar a criatividade e os assuntos mais comentados do momento de lado.
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