Um ano de quarentena: o que aprendemos?

Aprendizados da quarentena | Imagem: iStock

Nesse mês de março, o anúncio da quarentena no Brasil em razão da pandemia de Covid-19 completou um ano. Embora tenha sido descoberto no final de 2019 – na China – o vírus só chegou ao nosso país em fevereiro de 2020, com o primeiro caso confirmado em São Paulo.

Para marcar a data e destacar todas as mudanças e aprendizados desse período, trouxemos a história da Andrea Oliveira, proprietária da De nó em nó bordados, cliente da Printi que precisou se reinventar ao longo do ano.

A importância do distanciamento social

Fique seguro | Imagem: iStock

A Covid-19 é uma doença infectocontagiosa que ataca o sistema respiratório. Atualmente, mais de 123 milhões de pessoas já foram infectadas no mundo e algumas medidas de proteção foram adotadas por diversos países para conter o avanço do vírus. A Organização Mundial da Saúde recomenda o distanciamento social, uso de máscara e higienização frequente das mãos com água, sabão e álcool em gel

No Brasil, a pandemia se mantém em forma crítica, com uma média de mais de 2 mil mortos por dia e com os sistemas público e privado de saúde entrando em colapso por falta de leitos. Para lidar com a alta disseminação do vírus, os governos optaram por decretar quarentena, de modo que boa parte das tarefas cotidianas que antes realizávamos na rua, passaram a ser feitas à distância.

O “novo normal”

Com a as atividades adaptadas para o modelo home-office, muitas pessoas tiveram que se reinventar para dar conta dessa nova rotina. Foi nesse cenário que o delivery ganhou maior reconhecimento e o e-commerce se tornou tendência entre os empreendedores como forma inovadora de alavancar o negócio sem deixar de lado os cuidados necessários.

De nó em nó bordados

A De nó em nó bordados é uma empresa de bordados personalizados – aliás, não tem como não se apaixonar pelas artes da Andrea! – e para se manter firme, a proprietária explorou toda sua criatividade. “No início da pandemia as pessoas se isolaram e estavam muito presentes nas redes sociais. A maioria optou por fazer coisas que não faziam há um tempo ou aprender algo novo“, concluiu.

Para frente é que se anda

Foi a partir desse momento que ela enxergou a necessidade de evoluir dentro do nicho. “Decidi mostrar ainda mais o meu trabalho e os detalhes que envolvem meu dia-a-dia, como os bastidores de criação, execução até o momento de finalizar e embalar. Coloquei algumas ideias que estavam paradas em prática e optei por produtos digitais, assim o contato era menor e eu garantia a segurança do meu cliente, como também a minha e da minha família“, conta.

Nó em nó bordados | Imagem: Reprodução/ Instagram @denoemnobordados

E assim começou o processo de reposicionamento de marca. “Não foi fácil, sabemos o quão difícil é manter a constância nas redes sociais, ainda mais com tudo que está acontecendo. Sempre respeitando os meus limites estive presente para a minha audiência, mostrando as minhas dificuldades e aprendizados, me posicionando em relação à pandemia com o que eu acredito, e batendo ainda mais na tecla de disseminar o conhecimento do produto feito a mão, ensinar as pessoas a bordar e valorizar o trabalho manual“, relata a empresária.

Sabemos que não é tão simples quanto possa soar, e a Andrea é a prova viva de que ter consciência de cada passo dado é o segredo para as coisas fluírem. “Para o meu negócio ter sucesso eu preciso estar bem, eu sou o meu negócio atualmente então cuidar da minha saúde é importante. Nem tudo está sob o meu controle e saber lidar com imprevistos é essencial”, reconhece.

Unboxing | Imagem: Reprodução/ Instagram @denoemnobordados

Todo esse engajamento gerou ótimos resultados, mesmo que em meio à pandemia. “Aumentaram os pedidos de cursos e vendas de produtos digitais. Percebo que as pessoas estão isoladas e interessadas em aprender a arte do bordado, tanto como hobby quanto para começar o seu novo negócio“, diz.

Dicas da empreendedora

Por fim, deixa alguns conselhos para você seguir firme e não desistir:

  • Tente olhar o seu produto com outros olhos e dê um novo uso à ele;
  • Se dedique na finalização e na embalagem, o cliente deve receber a mensagem que você quer transmitir mesmo antes de desembalar o produto;
  • Nunca pare de estudar e de ensinar o que você sabe!

#FiqueEmCasa se puder 😉

Isabela Gomes

Jornalista inquieta, apaixonada por histórias, fã de Sherlock Holmes e, nas horas vagas, escreve umas crônicas sobre os detalhes da vida.
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