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História, conceitos e aplicações da Escala Pantone

Escala Pantone | Imagem: Printi

Conheça a história, conceito e aplicações da Escala Pantone, o padrão que dita a cor do ano e influencia diversos setores da indústria mundial. Além disso, aproveite para ficar por dentro de curiosidades exclusivas sobre a marca!

A origem

Sinalização de cores | Imagem: iStock

A marca Pantone foi projetada pela Pantone Inc., uma grande referência tecnológica no universo de cores por contar com um processo extremamente eficiente na produção de tonalidades.

O fundador da companhia, Lawrence Herbert, desenvolveu o primeiro sistema de cores em 1963. Ele consistia em um método baseado na identificação precisa de cores através de numeração, não havendo a possibilidade de subjetividade – já que Herbert acreditava que o espectro de cores é visto e interpretado de forma diferente por cada indivíduo.

Sendo assim, o pilar básico na construção da Pantone teve como sustentação o objetivo de sinalizar as cores desejadas nos projetos gráficos de forma prática. Isso ocorreria por meio de suas respectivas numerações e guias diretivos, garantindo a uniformidade das cores nos impressos.

Hoje, a empresa está sediada em Carlstadt – Nova Jersey, Estados Unidos – e tem fama mundial.

A representatividade por trás do sistema numérico de identificação

Reconhecimento na indústria | Imagem: Printi

Por cerca de cinquenta anos, a empresa americana de tintas realizou estudos até expandir a aplicação de sua produção para outros setores – incluindo tecnologia digital, têxtil, material plástico, arquitetura e moda. E essa foi a razão para o desenvolvimento do sistema numérico de identificação, visando reconhecer cores com alto nível de regularidade e padrão na produção – vale considerar que o método trouxe confiança para transmissão da mensagem pela cor, pois os tons não ficam sujeitos à subjetividade humana.

A composição final trata-se de um único pigmento de cor, o que garante maior fidelidade aos impressos – além de permitir que cores especiais sejam impressas, como as metálicas e fluorescentes. Sendo assim, a maior parte dos tons do sistema Pantone não pode ser reproduzida pela escala CMYK, já que este é composto pela mistura de quatro pigmentos.

A escala Pantone é verificada no ramo industrial como cor direta – ou spot color, em inglês – e reconhecida mundialmente como a linguagem padrão de cores por atingir a tonalidade exata. Dessa forma, cada tinta leva uma numeração que a identificará dentre tantas outras semelhantes. Mas, para uma aplicação adequada de cores, é importante estar por dentro dos significados da psicologia das cores.

Em quais circunstâncias utilizar Pantone

  • Quando for necessário trabalhar com uma ou mais cores especiais – que o sistema CMYK não consegue representar;
  • Ao se tratar de cores metalizadas ou fluorescentes;
  • Caso a identidade visual da marca precisar, obrigatoriamente, manter o padrão de cores estabelecido.

Em quais circunstâncias NÃO utilizar Pantone

Nos casos de não utilização, contamos com referências do supervisor de qualidade da Printi Diego Vaz, que justificou detalhadamente as inaplicabilidades.

  • O sistema Pantone não será aceito em impressão de fotos coloridas, sendo obrigatório imprimir em CMYK.

“O Pantone deve ser usado para referenciar apenas uma cor, sendo assim, não é proveniente de uma mistura CMYK e sim por bases formando uma única cor sólida“, explica.

  • Em impressão digital, por exemplo, não é possível utilizar a escala desenvolvida por Herbert, sendo necessário converter todas as cores para CMYK.

“As cores Pantone são feitas através de bases e referenciada por números. Essas bases são compatíveis com impressão offset e alguns outros tipo de impressão – como silk screen, por exemplo. Na impressão digital, normalmente se utiliza CMYK – em alguns casos se acrescentado o laranja, verde e violeta para conseguir chegar na referência de cor sem usar bases”, argumenta.

Identifique Pantone com conta-fio | Imagem: iStock
Uma cor Pantone pode ser facilmente identificada com um conta-fio ou lupa. Ao contrário do sistema CMYK, no padrão de Hebert não haverá retícula visível e a cor será chapada.

[Post de 15/06/2013 atualizado em 13/04/2021]

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Maryene Oliveira

Apaixonada pelo mundo da comunicação, uma futura radialista movida por dança, literatura, desafios e ideias mirabolantes.
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