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Aprenda mais sobre tipografia

Fonte é um conjunto de tipos de letras formado pelo alfabeto e caracteres. As fontes são utilizadas em documentos, peças publicitárias ou qualquer forma de comunicação onde há texto. Uma discussão completa sobre tipografia vai muito além das informações aqui descritas e há uma abundância de livros, sites, blogs e eventos que abordam o assunto. Neste artigo iremos apresentar algumas características e exemplos de famílias tipográficas conhecidas como serif e sans-serif, ou seja, fontes com serifas e sem serifas, reduzindo a discussão a uma simplificação dos fatos.

Serifas ocorrem no final das hastes

Serifas são os pequenos traços e prolongamentos que ocorrem no fim das hastes das letras e podemos citar como exemplos: Times, Courier, Georgia, MS Serif, entre outras. Já as fontes sem serifas são: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana e MS Sans Serif.

Anatomia do tipo

Existem algumas teorias para a origem das serifas como a explicação proposta pelo Padre Edward Catich em seu livro de 1968 – A Origem da Serifa: os contornos de letras romanas foram pintados pela primeira vez em pedra, e os escultores seguiram as marcas de pincel que deflagrou nas extremidades do curso e cantos. Outra teoria é que no alfabeto romano, as serifas originaram-se do talhar das letras em pedra na antiga Itália. Os artesãos entalhariam um pequeno espaço extra no fim de cada traço das letras a fim de prevenir o acúmulo de cascalho e poeira no encave. Há vários tipos de serifas e podem ser classificados em um dos quatro subgrupos: estilo antigo, serifa de transição, moderno e laje.

Os diversos tipos de serifas

Old Style (Estilo Antigo)

Fontes antigas datam de 1.465 e são caracterizadas por uma tensão diagonal: as partes mais finas estão somente nos ângulos, as diferenças sutis entre linhas grossas e finas e possibilitam excelente legibilidade. Este estilo antigo é uma reminiscência da caligrafia humanista a partir do qual foram obtidas as suas formas.  A Adobe Garamond é um exemplo de fonte serifada de estilo antigo.

O estilo Antigo ou Old Style

Transição

O estilo transitório ou barroco apareceu pela primeira vez em meados do século 18 e recebem este nome, pois estão entre o estilo moderno e o estilo antigo. Estas fontes estão entre as mais utilizadas e inclui as famílias Times New Roman (1932) e Baskerville (1757). Diferenças entre linhas grossas e finas são mais pronunciados do que no estilo antigo, mas eles ainda são menos dramáticas do que em fontes serif modernas. Outras fontes deste estilo são Bookman, Century, Georgia e Plantin.

O estilo Transitório ou Barroco

Moderno ou Didone

Este estilo de fonte é caracterizado pelo extremo contraste entre linhas grossas e finas. Caracteres tipográficos modernos têm uma tensão vertical, com suportes mínimos. As serifas tendem a ser muito finas e as linhas verticais muito pesadas e podem ser menos legíveis que as fontes do estilho antigo. Exemplos comuns incluem Bodoni, Didot, Computer Modern e Walbaum.

Estilo de fonte Moderno ou Didone

Slab serif ou Laje serif ou fontes egípcias

Estas fontes costumam ter pouco ou nenhum contraste entre linhas grossas e finas. As serifas tendem a ser tão espessas quanto as linhas verticais próprias e, geralmente, não têm qualquer suporte. Exemplos de fontes egípcias incluem Clarendon, Rockwell e Courier.

As Slab Serif costuma ter pouco contraste entre linhas

Aplicação das fontes

É aconselhado utilizar fontes sans-serif para títulos, cabeçalhos e blocos textos curtos e fontes com serifa para o corpo principal do documento. O raciocínio por trás disso tem a ver com o propósito de que as serifas são projetadas para manter o texto em conjunto, tornando mais fácil para o olho a transição de uma letra para a próxima e, em seguida, de uma palavra para outra, tornando a leitura mais fácil e agradável. Portanto, longos blocos de texto ficam mais fáceis de ler com uma fonte serifada.

As melhores aplicações para diferentes fontes

Porém, a leitura do texto da tela de um computador ou tablet é consideravelmente diferente de ler o texto no papel. A principal razão para isso é a resolução, pois a tela não pode variar o tamanho dos pixels, limitando o formato mínimo de uma fonte serifada. Já no impresso, esses formatos podem ser mínimos e ainda assim possibilitam a leitura. Por esta razão, para exibição em tela aplica-se com maior frequência as fontes sans-serif, pois oferece maior legibilidade em tamanhos pequenos.

O bloco óptico das serifas

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